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Mato Grosso do Sul alia crescimento econômico e inclusão social para melhorar a vida das pessoas

Estado combina investimentos privados, avanço do agronegócio e políticas públicas voltadas à educação e à mobilidade social

Mato Grosso do Sul tem se destacado no cenário nacional e chamado a atenção de investidores que veem no Estado um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico, aliado a políticas públicas consistentes. Esse movimento se reflete não apenas nos indicadores macroeconômicos, mas também para aqueles que escolheram o solo sul-mato-grossense para fincar raízes.

Somando mais de R$ 80 bilhões em investimentos privados, a indústria estadual é uma das que lideram o crescimento nacional, enquanto o agronegócio ocupa a vice-liderança em desenvolvimento no Brasil. Esse montante inclui ainda duas das maiores plantas industriais de papel e celulose do mundo, instaladas nos municípios de Inocência e Bataguassu.

Outro indicador que reforça esse cenário positivo é ao relatório econômico mensal Resenha Regional do Banco do Brasil. Focado na análise e projeção de indicadores como o PIB (Produto Interno Bruto) para estados e regiões do Brasil, o estudo colocou o crescimento de Mato Grosso do Sul em 2025 como o segundo maior do país, com estimativa de 5,9%.

Já na área social, o Estado ocupa hoje a primeira posição em mobilidade social, que é a capacidade do poder público oferecer às pessoas oportunidades reais de ascensão socioeconômica, permitindo que a condição de origem não determine, de forma definitiva, o futuro de crianças, jovens e adultos.

“Vinha pra faculdade; e à noite ia trabalhar, conta Daniel (Foto: Laucymara Ajala/Sead/Arquivo)

Indígena da etnia Terena, Daniel de Oliveira Ezidio é um exemplo concreto dessa realidade. O jovem, de 25 anos, está em Campo Grande para realizar um sonho: se tornar médico e poder atender os povos originários da comunidade em que nasceu, no município de Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense.

Aluno do 8º semestre de Medicina na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Daniel conta com o auxílio do Governo do Estado, por meio do programa MS Supera, para continuar os estudos. “Tenho desejo de voltar para casa com essa prática que aprendi aqui, da Medicina, voltar para a comunidade, para a minha origem”, relata.

É justamente por conta de programas como o MS Supera, aliados ao crescimento econômico e à geração de emprego e renda, que o Atlas da Mobilidade Social, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), aponta Mato Grosso do Sul como o estado brasileiro com maiores chances de melhora de vida. O levantamento, divulgado em junho do ano passado, destacou ainda que a probabilidade de conclusão do ensino superior no Estado está acima da média nacional.

Com o objetivo de estimular a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos cursos universitários e de educação profissional técnica, reduzindo a evasão escolar, o MS Supera garante bolsa mensal de um salário mínimo. A iniciativa é apenas um dos programas da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) voltados à promoção de melhorias duradouras na vida das pessoas.

Antes de receber o benefício, Daniel precisava conciliar o estudo em período integral com o trabalho noturno. “No primeiro, segundo até o terceiro ano de faculdade eu trabalhava numa pizzaria. Saía daqui da UEMS e ia pra lá. Vinha para a faculdade de manhã e à tarde; e à noite ia trabalhar na pizzaria. Saía de lá meia-noite e pouco”, conta.

“O diretor permitiu que eu trouxesse a Yrian”, disse Beatriz (Foto: Jackeline Oliveira/SED/Arquivo)

Conciliar trabalho, família e estudos também é um desafio enfrentado por muitas mulheres. Quando a trajetória é marcada por vulnerabilidade social e, em alguns casos, por episódios de violência doméstica, esse desafio se intensifica. Pensando nessas realidades, nasceu o curso EJA Mulher, uma proposta da Educação de Jovens e Adultos que tem mudado histórias e aberto novos caminhos para mulheres de diferentes idades em Campo Grande.

As histórias que se entrelaçam na EJA Mulher revelam força e determinação. Entre elas está Beatriz Resende de Barros, de 26 anos, que decidiu retomar os estudos após o nascimento dos filhos Anthony, de 7 anos, e Yrian, de apenas 4 meses. Ela é a personagem da foto de capa desta matéria, estudando com um carrinho de bebê ao lado.

“O diretor permitiu que eu trouxesse a Yrian comigo para a sala de aula, e isso fez toda a diferença. O Anthony fica na brinquedoteca, e ela é como a mascote da escola”, conta. “Meu sonho é finalizar o ensino médio, fazer faculdade de Engenharia Civil e dar um bom exemplo para os meus filhos. Quero mostrar pra eles que nunca é tarde pra recomeçar”.

Economia forte e em expansão plena

No campo econômico, Mato Grosso do Sul também apresenta resultados expressivos. A renda média está entre as mais altas do país, reflexo de um mercado de trabalho cada vez mais fortalecido. De acordo com dados do IBGE, o Mato Grosso do Sul ocupa a oitava colocação com uma renda média mensal de R$ 3.469.

O Estado encerrou 2025 com o valor da produção agropecuária superando R$ 76,3 bilhões, segundo a Carta de Conjuntura da Agropecuária divulgada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve crescer 23,68% em relação a setembro de 2024, quando totalizava R$ 61,7 bilhões. Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul mantém a sétima posição no ranking nacional, respondendo por 5,42% do VBP brasileiro.

Máquinas a todo vapor fazendo a colheira da soja (Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo)

Na composição da renda, a agricultura lidera com 63,83% do VBP estadual, equivalente a R$ 48,71 bilhões, avanço de 19,54% em relação a 2024. A pecuária responde por 36,16%, com R$ 27,60 bilhões, crescimento de 31,71% na comparação anual. Entre os produtos, destacam-se soja, bovinos, milho, cana-de-açúcar, frango e suínos.

Esse desempenho econômico se sustenta, sobretudo, na força de trabalho local, formada por cerca de 450 mil trabalhadores qualificados, preparados para atender às demandas de um mercado em expansão e prontos para avançar ainda mais.

No ano passado, foram abertas 13.143 novas empresas, segundo dados da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul). Do total de negócios constituídos entre janeiro e dezembro, 9.923 pertencem ao setor de Serviços, o que representa 75,5% das aberturas no período. O Comércio aparece na sequência, com 2.751 novas empresas, equivalente a 20,9% do total anual, enquanto a Indústria respondeu por 469 registros, ou 3,6%.

Esse cenário também se reflete nos indicadores de emprego. Dados do IBGE apontam que o Estado possui a quarta menor taxa de desocupação (2,9%) do País.  Apenas no último ano, o Estado acumulou saldo positivo de 16.368 empregos formais, no período de dezembro de 2024 a novembro de 2025, conforme dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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