Médico morre após ataque de tubarão na Nova Caledônia ao desrespeitar restrição marítima
Vítima de 55 anos praticava wing foil em área proibida na costa de Nouméa; caso é o segundo ataque fatal registrado em 2026 no território francês

Um médico de 55 anos morreu após ser atacado por um tubarão enquanto praticava wing foil na costa da Nova Caledônia, território ultramarino francês localizado no Pacífico Sul. O incidente ocorreu no domingo (22), na Baía de Anse Vata, em Nouméa, mesmo com a vigência de um decreto que proibia atividades aquáticas fora de áreas protegidas.
De acordo com informações divulgadas por veículos locais, a vítima entrou no mar desconsiderando a restrição oficial imposta pelas autoridades, que limita a prática de esportes aquáticos a um raio seguro de até 300 metros da costa. A medida foi adotada após registros recentes de ataques na região.
O médico praticava wing foil — modalidade que combina elementos do surf, windsurf e kitesurf — quando foi surpreendido pelo animal. Ele sofreu mordidas graves no antebraço direito e nas pernas. Marcas do ataque também foram encontradas na prancha utilizada durante a atividade.
Os restos mortais da vítima foram localizados boiando em uma lagoa próxima. Familiares que estavam na faixa de areia presenciaram o momento do ataque, segundo relatos.
Em comunicado oficial, a administração local informou que este foi o segundo ataque fatal registrado no território desde o início de 2026 e o primeiro nas proximidades das praias de Nouméa desde 2023, quando uma turista australiana morreu em circunstâncias semelhantes.
As autoridades ainda não conseguiram identificar a espécie de tubarão envolvida. Segundo o governo local, será necessária a análise de especialistas para determinar o tipo de animal e esclarecer as circunstâncias do ataque, que não teve testemunhas diretas no momento exato da ocorrência.
Dias antes, outro incidente envolvendo tubarão foi registrado na região, deixando um homem de 49 anos gravemente ferido. O aumento recente de ocorrências levou à adoção de medidas preventivas mais rigorosas pelas autoridades locais.
Levantamento oficial aponta que, entre 1958 e 2020, foram registrados 67 incidentes com tubarões na Nova Caledônia, resultando em 13 mortes. A maioria das vítimas era formada por caçadores subaquáticos (58,5%), seguidos por nadadores (18,5%) e praticantes de esportes aquáticos (14%).
Em escala global, a Nova Caledônia ocupa a 13ª posição no ranking histórico de ataques de tubarões desde 1580, ficando atrás de países como Austrália, África do Sul e Estados Unidos (Havaí).
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Da redação Mídia News

