Militar é assassinada dentro de quartel no DF; soldado assume autoria e relata incêndio após o crime
Suspeito confessou feminicídio durante interrogatório; caso provoca comoção e levanta debate sobre segurança de mulheres nas Forças Armadas

Uma militar foi assassinada dentro de um quartel do Distrito Federal, em um caso que chocou o país e expôs brechas nos protocolos de proteção às mulheres dentro das instituições militares. O principal suspeito é um soldado, colega de farda da vítima, que confessou ter cometido o feminicídio e ateado fogo no local após o crime, segundo informações divulgadas por autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com o boletim inicial, o caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (05), quando a militar foi encontrada sem vida em uma área restrita da unidade. A Polícia Militar foi acionada após a detecção de fumaça e, ao chegar, constatou o incêndio em um dos alojamentos do quartel. O corpo da vítima foi localizado após o controle das chamas.
Durante o interrogatório, o soldado afirmou ter discutido com a colega momentos antes do ataque. Após o crime, decidiu incendiar parte do prédio com o objetivo de dificultar o trabalho da perícia, o que não foi suficiente para impedir o avanço da investigação. O militar foi detido ainda nas dependências do quartel.
O caso reacendeu debates sobre o aumento de violência de gênero dentro de ambientes militares, historicamente marcados por rigidez hierárquica e predominância masculina. Autoridades civis e militares afirmam que medidas de prevenção devem ser reforçadas, garantindo canais de denúncia e proteção efetiva às mulheres que servem nas Forças Armadas.
A vítima, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente, será homenageada em cerimônia militar. A família acompanha a investigação e cobra celeridade para que o caso resulte em punição exemplar.
O soldado permanece preso enquanto diligências seguem em andamento. A Justiça Militar avalia possível transferência do processo para esfera civil, mediante solicitações da defesa e do Ministério Público.
Da redação Mídia News

