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Irã registra escalada de protestos, e herdeiro do último xá fala em “tomar cidades”

Reza Pahlavi convoca mobilização popular e afirma que o regime vive seu momento mais frágil diante de manifestações e greves em diversas regiões

O Irã voltou a registrar uma escalada de protestos nos últimos dias, com manifestações se espalhando por grandes centros urbanos e cidades do interior, em meio a denúncias de repressão, crise econômica e insatisfação popular com o regime teocrático. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram confrontos entre manifestantes e forças de segurança, além de paralisações pontuais em setores estratégicos da economia.

No contexto de intensificação dos atos, Reza Pahlavi, herdeiro do último xá do Irã deposto na Revolução Islâmica de 1979, fez um apelo público para que a população “tome as cidades” e amplie a mobilização contra o governo. Em declarações recentes, ele afirmou que o regime enfrenta seu momento mais vulnerável em décadas e que a união entre estudantes, trabalhadores e comerciantes pode acelerar mudanças políticas no país.

Pahlavi, que vive no exílio, tem se apresentado como uma das vozes mais conhecidas da oposição iraniana no exterior. Embora não lidere formalmente um movimento organizado dentro do país, suas falas repercutem entre setores da diáspora e grupos contrários ao atual governo, que veem na onda de protestos uma oportunidade histórica de pressão.

Analistas avaliam que a combinação de inflação elevada, desemprego, sanções internacionais e restrições às liberdades civis tem alimentado o descontentamento social. O governo iraniano, por sua vez, acusa “interferência estrangeira” e promete agir com rigor contra o que classifica como distúrbios e ameaças à segurança nacional.

Organizações de direitos humanos relatam prisões, uso excessivo da força e restrições à internet em regiões afetadas pelos protestos, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção a evolução do cenário e os possíveis desdobramentos políticos.

Da redação Mídia News

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