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O Pantanal que virou suco.

Artigo aponta impactos de políticas ambientais e pede auditoria técnica independente em áreas monitoradas por organizações ambientais

Tome-se todas premissas com que os pantaneiros estão confrontando as consequências da atuação das ongs e seus 40 anos de imposição de um modelo importado de leis com resultados, até aqui, inversamente proporcional às boas intenções previstas ao assumirem a conservação que já encontraram num Pantanal, com mais de cem vezes o número atual de moradores tradicionais,, nas fazendas e beiras de rio.

Misturar as premissas óbvias empíricas da cultura pantaneira, agora num liquidificador gigante com as consequências nefastas e os frutos do rastro de destruição da imposição, para no suco venenoso resultante dessa confusão, coagir as populações resilientes a aceitar sua falácia do espantalho, para eternizar o conceito de que o que faltou foi uma exacerbação da estrutura de comando e controle na coação e repressão do Estado, refém de um comando ditatorial desses iluminados parceiros estratégicos..

Nesta série de artigos trazidos a lume por publicações de outro bioma tentando novamente extrapolar os principais sofismas das narrativas vigentes sobre a Amazônia, apontando-as como solução para o Pantanal.

Ao culminar com esta peroração abaixo , como num sermão religioso, buscando expor as dogmáticas virtudes, que, agora vai, vai sim levar os pecadores pantaneiros ao paraíso desde que se ajoelhe, dê testemunho e se converta a essa nova religião, destaco link e trecho:

https://share.google/atZDh5CoBT6CUMpua

“-Além da fauna visível, a ciência perde a chance de descobrir curas e soluções em plantas medicinais que desaparecem antes mesmo de serem catalogadas. A degradação desses refúgios biológicos representa uma perda irreparável de material genético e potencial farmacêutico. O aquecimento local, potencializado pela perda da sombra e da umidade das florestas ciliares, agrava o efeito estufa e altera o microclima de toda a região centro-oeste. Preservar o Pantanal com o apoio de entidades como o Instituto Homem Pantaneiro não é apenas um ato de conservação romântica, mas uma estratégia de sobrevivência climática e segurança hídrica.”

Como pantaneiro, prometo abjurar minha cultura e meus conceitos, se comprovar-se que estou equivocado através de uma perícia técnica ambiental isenta, justamente nas áreas monitoradas e sob o domínio dessa Rede de Proteção desse mesmo Instituto e seus congêneres.

Os parâmetros a serem auditados deverão apurar justamente a destruição, em poucos anos, por incêndios recorrentes que trouxeram a degradação das “florestas” ciliares, em todo o Tramo Norte, em ambas as margens do Rio Paraguai, de Corumbá até seus limites com Cáceres e Poconé.

Além das “florestas” ciliares (Sic) deveremos auferir o “desmatamento” causado nas Morrarias do Bonfim, Chané, Dourados, Amolar, Penha e Acurizal que continham exuberante vegetação tornando-se morros literalmente “pelados” em consequência de recorrentes incêndios descontrolados dos últimos anos.

Começam já a aparecer cicatrizes de enxurradas e voçorocas de deslizamentos de terra, antes inexistentes em tais morros quando ainda não eram “reservas monitoradas”.

Sofremos muito nesta quaresma que se eterniza no Pantanal, sofremos duplamente, a primeira quando nos confrontamos com a injustiça de todo o desconhecimento de que estávamos aqui antes e somos os construtores do Pantanal e para nós, era previsível os males que ocorreriam com a expulsão dos últimos resilientes pantaneiros, minúscula fração da população tradicional mas que ainda resistiam.

Assim como nossos morros, nossas matas ciliares, nossas florestas estacionais e deciduais também o Pantanal está sendo pelado de sua população e pastorícia tradicional, em benefício dos mesmos que lucraram intermediando empréstimos para a destruição de nossos rios no Planalto e nossas caixa d’água nos cerrados, para alimentar sua transformação de tigres de papel em dragões econômicos.

Nosso objetivo jamais será expulsá-los (como continuam a tentar fazer conosco) dos enormes latifúndios ambientais adquiridos, queremos tal perícia e a auditoria ambiental para que parem de sangrar os cofres e fundos públicos e, pelo menos assumam responsabilidade sobre suas áreas de reservas, que pelaram das commodities ambientais, ou as distribuam para os que expulsaram e tem plenas condições de plantar, colher e criar animais no modelo da cultura tradicional própria.

Mas do que nunca o Pantanal expõe sem querer impor nada, mas rogando para que entendam que só a simbiose transcendental entre fauna, flora, gente e suas criações domésticas e selvagens, poderiam vencer o desafio lançado de salvar a beleza das terras e águas do Pantanal.

Armando Arruda Lacerda

Porto São Pedro
07/03/2026*

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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