
A garantia de acesso à água potável deu um passo decisivo em Mato Grosso do Sul com a assinatura, nesta quinta-feira (16), do contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. O investimento soma R$ 48,7 milhões e marca um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica já executados em comunidades indígenas no Estado.
O contrato foi firmado pelo governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio. A iniciativa representa um avanço estrutural em saúde pública, dignidade e qualidade de vida para quase 30 mil moradores das duas aldeias.
O projeto foi elaborado para atender o crescimento populacional até 2033 e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada. Na Aldeia Bororó, o sistema atenderá 14.179 habitantes e contará com poço tubular profundo, capacidade de produção de 150 mil litros por hora, estação elevatória, sistema de cloração e três reservatórios, além de mais de 103 quilômetros de rede de distribuição e quase 3 mil ligações domiciliares.
Já a Aldeia Jaguapiru, que deverá concentrar mais de 15 mil moradores, receberá estrutura semelhante, com poço profundo, estação de tratamento, reservatórios e mais de 80 quilômetros de rede, beneficiando diretamente mais de 3 mil residências.
Segundo o governador em exercício, o projeto simboliza um compromisso histórico com as comunidades indígenas. “Esse investimento permite resolver de forma definitiva o problema do abastecimento de água nas aldeias. É uma ação estruturante, viabilizada com apoio da bancada federal e da Caixa Econômica Federal, que garante dignidade e saúde à população”, afirmou Barbosinha.
Ele destacou ainda que, até a conclusão das obras, o Estado continuará atuando de forma emergencial com caminhões-pipa, perfuração de poços e apoio da Sanesul, assegurando o fornecimento mínimo de água às comunidades.
O subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, ressaltou que a obra representa mais do que infraestrutura. “É dignidade, inclusão social e garantia de direitos. Essa é uma resposta concreta a uma demanda histórica das comunidades indígenas”, afirmou.
O prefeito de Dourados, Marçal Filho, também destacou a importância do projeto. “É um passo fundamental para promover saúde, inclusão e justiça social. Esse investimento representa respeito e qualidade de vida para milhares de pessoas”, disse.
Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o projeto é definitivo. “Estamos falando de uma solução estruturante, pensada para acabar de vez com um problema histórico de abastecimento nessas aldeias. É um marco para o saneamento indígena no Estado”, pontuou.
A expectativa é que as obras tenham início ainda no primeiro semestre, após os trâmites técnicos finais. O projeto simboliza um avanço significativo na promoção da cidadania, da saúde preventiva e do respeito às comunidades indígenas, garantindo que o acesso à água deixe de ser um desafio diário e passe a ser um direito assegurado.
Da redação Mídia News





