ONU articula mecanismo internacional para proteger comércio no Estreito de Ormuz diante de tensões com o Irã
Iniciativa busca garantir fluxo de petróleo, alimentos e insumos essenciais em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo

A Organização das Nações Unidas anunciou a criação de uma força-tarefa internacional com o objetivo de desenvolver um mecanismo capaz de proteger o comércio global no Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (27) e reflete a preocupação crescente com os impactos econômicos e humanitários provocados por instabilidades na região.
Considerado um dos pontos mais estratégicos do planeta, o Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, além de ser rota essencial para o transporte de alimentos, fertilizantes e outros insumos básicos. Nos últimos dias, episódios de insegurança marítima e ameaças à navegação têm afetado diretamente o tráfego de embarcações, elevando custos logísticos e pressionando cadeias globais de abastecimento.
De acordo com o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a situação exige resposta imediata da comunidade internacional. Ele alertou que a interrupção prolongada no fluxo comercial pode resultar em aumento significativo nos preços da energia, escassez de alimentos e agravamento de crises humanitárias, especialmente em países mais dependentes de importações.
A força-tarefa será coordenada por Jorge Moreira da Silva e terá como missão estruturar um mecanismo técnico e diplomático que permita a continuidade do comércio mesmo em cenários de conflito. Entre as prioridades estão a garantia de rotas seguras para o transporte de mercadorias essenciais e o diálogo com países diretamente envolvidos nas tensões.
A iniciativa deve se inspirar em modelos adotados anteriormente pela ONU em regiões de conflito, como acordos internacionais que viabilizaram o escoamento de grãos em contextos de guerra. A expectativa é que o novo mecanismo possa mitigar riscos imediatos e evitar impactos mais severos na economia global.
Especialistas avaliam que qualquer interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode desencadear efeitos em cadeia, influenciando diretamente a inflação global, os preços dos combustíveis e a segurança alimentar. Nesse contexto, a mobilização da ONU surge como tentativa de preservar a estabilidade do comércio internacional diante de um cenário geopolítico cada vez mais volátil.
Da redação Mídia News





