
Mulheres que fazem uso de medicamentos para o tratamento da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) vêm relatando um efeito colateral grave e inesperado: o desenvolvimento repentino de compulsão sexual. O caso ganhou destaque após depoimentos circularem em grupos de apoio e redes sociais, descrevendo mudanças comportamentais intensas, que surgiram após o início da medicação.
Os remédios utilizados para controlar a SPI atuam diretamente nos neurotransmissores ligados ao prazer e ao controle dos impulsos, e em alguns pacientes podem gerar compulsões incomuns — incluindo aumento exacerbado do desejo sexual. Apesar de o risco constar em estudos clínicos e bulas, as pacientes afirmam que as informações são pouco discutidas em consultório, o que as deixou despreparadas para identificar o problema de imediato.
Uma das mulheres relatou que o comportamento sexual passou a interferir na rotina e nos relacionamentos, provocando sofrimento emocional e constrangimento. Em outra situação, a paciente disse ter demorado meses para associar a compulsão ao medicamento, acreditando que o comportamento era apenas consequência de estresse ou ansiedade.
Especialistas afirmam que qualquer alteração comportamental súbita durante tratamentos neurológicos deve ser comunicada ao médico, e que é essencial que profissionais de saúde detalhem com clareza não apenas os benefícios do uso contínuo, como também os riscos potenciais. A orientação, segundo médicos, é que o tratamento seja monitorado de perto, com avaliação periódica de efeitos adversos, especialmente quando envolvem impulsos e tomada de decisão.
As pacientes pedem que haja maior divulgação sobre possíveis alterações psicológicas decorrentes da medicação, de modo que outras mulheres possam reconhecer precocemente sinais de compulsão e buscar ajuda profissional antes que a situação evolua para um quadro mais grave.
Da redação Mídia News

