
Prezadas empresas:
SLC Agrícola,
SLC Agronegócios,
Para especial atenção de:
Dr. Nathan Victor
Executivo de Comunicação Pl
Dr. Eduardo Cruzzetta
Prezados Senhores das SLCs,
Sinceramente, como pantaneiro da úmida Região do Baixo Taquari, gostaria, à velha moda pantaneira , expor sem desejar impor nada a quem quer seja.
Viemos também fazer um pedido, considerando o valor que a marca “SLC” deva representar para ambos os senhores.
Os pantaneiros de Corumbá deram muita importância à notícia “BAIXA ADESÃO Fundo Pantanal indeniza desde banqueiro a gigante do Agro”, publicada na editoria de Cidades no Correio do Estado no dia 15/12/2025 – 13h22, com o site poconeonline.com republicando graciosamente a matéria .
“- Parte da matéria menciona a empresa SLC Agronegócios LTDA, como sendo uma das contempladas pelo Fundo Clima Pantanal. Porém, ao falar sobre a empresa, a notícia utiliza informações relacionadas a SLC Agrícola. Ocorre que a SLC Agronegócios LTDA e SLC Agrícola não são a mesma companhia, nem possuem nenhum tipo de relação uma com a outra, são empresas homônimas.”
Entendemos que seria o caso de não se censurar ninguém já que a homonímia comercial da marca “SLC” parece ser comveniente a ambas, sendo que uma até nos brindou com o nome de Fazenda Pantanal, sem nenhum protesto de nossa parte , para uma de suas propriedades no Alto Planalto do Rio Taquari.
“- A fazenda pertence ao grupo que se apresenta como um dos maiores produtores de commodities agrícolas do país. Possui cerca de 733 mil hectares de área plantada em sete estados. Além de Corumbá, o grupo também produz em fazendas em Cassilância, Chapadão do Sul e Sonora. (SIC)”
Interessante que sofremos recado similar da empresa SLC da Planície, duas forças atuando em sentidos opostos, parece-nos assuntos empresariais a serem resolvidos entre tais homônimas, agradeceríamos se nos comunicassem quando chegarem a eventuais correções ou ajustes nos nomes, de nossa parte, já passaremos a separá-las agora.
Entretanto, encheu-nos de curiosidade saber em qual região do Município de Corumbá, se localiza essa parte das 733 mil hectares que a SLC Agrícola alega possuir, qual o nome da fazenda e o que produzem nela, em consulta inicial ao Sindicato Rural de Corumbá localizamos a SLC Agronegócios mas não a SLC Agrícola.
Somos guardião de várias Cotas Ambientais do Pantanal, algumas as quais arrendamos para produtores de soja, algodão, milho e cana para compensar áreas de Reserva que desmataram além dos 80% que a lei permitia, contratos conforme o Código Florestal, vigentes desde 2014 renovados até 2034.
Evidente que isso ajuda a manter minha humilde fazenda pantaneira tornando econômica a pastorícia tradicional com sua vegetação nativa completamente conservada e mantida a salvo de incêndios mesmo na seca e que permitirá em breve, que os arrendatários no Bioma Cerrado e na Bacia Platina, aufiram nessa áreas de Cerrado e Mata Atlântica, por compensadas na Planície do Pantanal, o Bioma cos Biomas, os Créditos de Carbono integrais de suas plantações nessas áreas, além de já poderem compensar e ajustar anualmente os valores do arrendamento como custos de produção.
Sabemos que é difícil nos Cerrados do Alto Planalto, abaixarem os olhos e considerarem os produtores sumidos lá na baixa Planície, já que cumprem silenciosamente seu papel de limpar as sujeiras nos sedimentos que são enviados há décadas via aceleramento das águas do Rio Taquari e outros.
Espero sinceramente que não tenham adquirido a preço vil fazendas inundadas, com intermediação de atravessadores de filantrópicas ONGs, que depois de esvaziadas das “commodities ambientais” serão devolvidas por “desinteressada doação” como Parques e áreas SNUC, para pendurar nos poderes públicos e nos desavisados pagadores de impostos a multimilionária prevenção e recuperação dos incêndios devastadores nessas “áreas de proteção integral.”
Quando quiserem poderemos discutir a solidariedade gratuita desta humilde Planície Pantaneira com tão altivo Planalto cotado em Bolsa, desde que se preparem para encarar a simetria e a pantaneira horizontalidade dos resilientes pantaneiros , talvez possam fazer autocritica para que possam atingir a verdadeira produção sustentável sem subsídios estatais atéagora , conforme realizado secularmente neste belo monumento de conservação pkena de fauna e flora que o Pantanal expõe e pede o testemunho ocular do Brasil e do mundo.
Taquarizanas saudações,
*Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro
Fazenda São Luiz**
