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Por que Trump esperou tanto para capturar Maduro?

Estratégia geopolítica, riscos internacionais e cálculo político explicam a demora da ofensiva dos EUA contra o regime venezuelano

A pergunta que ganhou força nas redes sociais e no debate político internacional — por que Donald Trump esperou tanto para capturar Nicolás Maduro? — envolve uma combinação complexa de fatores estratégicos, diplomáticos e internos aos Estados Unidos. A decisão de agir, ou adiar uma ação direta, esteve longe de ser simples ou imediata.

Durante boa parte de seu mandato, o então presidente Donald Trump adotou uma política de forte pressão contra a Venezuela, priorizando sanções econômicas, isolamento diplomático e tentativas de enfraquecimento gradual do regime liderado por Nicolás Maduro. Uma captura direta do ditador venezuelano sempre foi considerada uma medida extrema, com potencial de desencadear instabilidade regional e reações de aliados internacionais de Caracas.

Analistas apontam que um dos principais motivos para a demora foi o alto risco geopolítico. A Venezuela mantém relações estratégicas com potências como Rússia, China e Irã, o que elevava o custo de qualquer ação militar ou operação de captura, podendo transformar um movimento pontual em um conflito de maiores proporções.

Outro fator decisivo foi o cenário político interno dos Estados Unidos. Trump enfrentou impeachment, disputas eleitorais, tensões institucionais e, posteriormente, a pandemia de Covid-19. Esses elementos limitaram o capital político necessário para sustentar uma operação internacional de grande impacto.

Além disso, a Casa Branca avaliava que uma ação precoce poderia fortalecer o discurso do chavismo, transformando Maduro em símbolo de resistência contra o “imperialismo” norte-americano. A estratégia, portanto, foi permitir o desgaste progressivo do regime, marcado por crise econômica, isolamento e perda de apoio popular.

Nos bastidores, Washington apostava que o colapso interno da Venezuela ou uma ruptura no alto comando poderia resolver o impasse sem o custo de uma intervenção direta. Somente quando o custo da inação superasse o risco da ação é que uma medida mais dura se tornaria politicamente viável.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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