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Prefeitura de Campo Grande amplia Primt e inclui mães atípicas em política de inserção no mercado de trabalho

Nova regra garante cota específica para pais e mães de crianças neurodiversas a partir de 2026, ampliando oportunidades de qualificação e retorno ao emprego

A Prefeitura de Campo Grande passou a incluir mães e pais de crianças neurodiversas no Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt), conforme estabelece a Lei Municipal nº 7.374/2025. A medida, que entra em vigor a partir de 2026, cria uma cota específica voltada a esse público, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por famílias que precisam conciliar cuidados intensivos com a busca por estabilidade profissional.

O Primt funciona como uma ponte para a reinserção no mercado formal, oferecendo oportunidade de experiência prática, capacitação e adaptação à rotina de trabalho. A iniciativa busca atender principalmente pessoas que precisaram se afastar do emprego para acompanhar tratamentos, terapias e demandas educacionais de filhos neurodiversos.

Uma das beneficiadas é Lays Rezende, de 28 anos, mãe de três filhos e moradora do bairro Paulo Coelho Machado. Ela já participou anteriormente do programa e relata que a experiência foi determinante para garantir renda e acompanhar de perto o desenvolvimento do filho Luiz Ricardo, hoje com nove anos. Segundo Lays, a possibilidade de ter horários mais flexíveis foi essencial para manter o acompanhamento médico e escolar da criança, algo que não conseguia no emprego anterior.

Agora, ao buscar uma nova participação no programa, ela afirma ter metas claras. Pretende realizar cursos profissionalizantes por meio da Escola Funsat, adquirir experiência prática em uma secretaria municipal e iniciar o ensino superior ainda este ano. Para ela, a qualificação é o caminho para alcançar estabilidade e crescimento profissional no futuro.

A inclusão das mães atípicas também representa uma mudança significativa para Débora Alves de Almeida, de 28 anos, moradora do bairro Los Angeles. Mãe solo, ela enfrenta uma rotina intensa de cuidados com o filho Ítalo, diagnosticado com duas condições neurodiversas. Após meses de consultas, tratamentos e ausências no trabalho, acabou enfrentando demissões sucessivas.

Débora destaca que a nova legislação traz segurança e reconhecimento à realidade dessas famílias. Segundo ela, o Primt oferece um ambiente mais compreensivo, onde a condição da mãe ou do pai é considerada. Mesmo enfrentando longas horas de espera para garantir a inscrição, ela vê na iniciativa uma chance real de reconstrução profissional.

Além de possibilitar geração de renda, o programa também estimula a qualificação e a autonomia dos participantes. Para Débora, a iniciativa demonstra que é possível conciliar trabalho, cuidado familiar e desenvolvimento pessoal. Ela acredita que o exemplo do município pode incentivar empresas privadas a adotarem práticas semelhantes.

A ampliação do Primt reforça o compromisso da administração municipal com políticas públicas inclusivas, voltadas à dignidade, à empregabilidade e à valorização de famílias que convivem diariamente com os desafios da neurodiversidade.

Da redação Midia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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