
Uma empresa com laços com o ministro do Turismo, Celso Sabino, está no centro de uma controvérsia ambiental após a derrubada de 5 mil metros quadrados de vegetação em Belém, Pará, para a construção de um posto de combustível. A área desmatada é vizinha ao local onde ocorrerá a COP30 em 2025, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que tem o Brasil como anfitrião e a Amazônia como foco central das discussões.
A ação levanta sérias dúvidas sobre o compromisso com a preservação ambiental no mesmo estado que sediará um evento global dedicado a combater a crise climática. A destruição dessa área verde para fins comerciais, especialmente por uma entidade ligada a uma figura do alto escalão do governo federal, é vista como um sinal desalentador e uma contradição flagrante com a agenda de sustentabilidade que o país se propõe a liderar.
A situação exige um posicionamento claro das autoridades competentes e uma investigação sobre a legalidade e as licenças concedidas para a obra, garantindo que o desenvolvimento econômico não se sobreponha à urgência da proteção da biodiversidade, particularmente na região amazônica.
Da redação Midia News

