
A procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem, afirmou estar sendo alvo de “perseguição política” após determinação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR) que revogou seu regime de teletrabalho e exigiu seu retorno imediato às atividades presenciais. Atualmente, ela reside nos Estados Unidos, onde, segundo declara, está com a família.
A decisão administrativa motivou manifestação pública da servidora, que utilizou as redes sociais para questionar a medida. De acordo com Rebeca, suas funções podem ser desempenhadas integralmente de forma remota, sem prejuízo ao serviço público. Ela também alegou que outros procuradores permanecem em regime de teletrabalho, o que, em sua avaliação, indicaria tratamento desigual.
A procuradora ingressou na PGE-RR em 2015 e sustenta que não houve justificativa técnica para a mudança no regime de trabalho. Em sua manifestação, classificou a exigência de retorno presencial como desproporcional e afirmou que a medida compromete sua atuação profissional.
O caso ocorre em meio a um contexto mais amplo de decisões judiciais que atingem a servidora. Segundo ela, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a suspensão de seu salário, que ultrapassaria R$ 46 mil brutos. Rebeca também relatou que perícias médicas apresentadas por ela teriam sido invalidadas por junta oficial do Estado.
Mesmo diante desse cenário, a procuradora afirma que mantém interesse em continuar exercendo suas funções públicas. Para ela, as recentes decisões administrativas e judiciais indicam a existência de um movimento coordenado que busca prejudicá-la.
O episódio ocorre paralelamente à situação jurídica de seu marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que enfrenta condenação e teve o mandato cassado. Ele está fora do país, o que gerou pedidos de extradição por parte das autoridades brasileiras.
Procurada, a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima sustenta que a exigência de retorno ao trabalho presencial segue critérios administrativos e visa garantir a continuidade e a eficiência dos serviços prestados à população.
Da redação Mídia News





