
Produtores rurais de diferentes regiões do país têm denunciado supostas pressões exercidas por instituições financeiras para a entrega de propriedades rurais como forma de quitação ou garantia de dívidas. Segundo relatos, a combinação de juros elevados, sucessivas renegociações e a queda na rentabilidade de algumas culturas tem colocado agricultores em situação de vulnerabilidade, abrindo espaço para acordos considerados desvantajosos.
De acordo com representantes do setor, em muitos casos os produtores afirmam não ter alternativas viáveis além de aceitar a transferência das terras para os bancos, sob ameaça de execução judicial imediata. Entidades ligadas ao agronegócio apontam que pequenas e médias propriedades são as mais afetadas, especialmente em regiões onde eventos climáticos extremos comprometeram a produção recente.
Advogados que acompanham os casos destacam que, embora a entrega do imóvel possa ocorrer dentro da legalidade, há indícios de práticas abusivas quando não são oferecidas opções reais de renegociação ou quando as condições impostas tornam inviável a manutenção da atividade rural. Parlamentares da bancada agropecuária afirmam que pretendem levar o tema ao Congresso, defendendo medidas que ampliem prazos, reduzam encargos e garantam maior proteção ao produtor endividado.
Enquanto isso, produtores cobram maior fiscalização dos contratos e políticas públicas que aliviem o endividamento no campo, alertando que a perda de terras pode gerar impactos sociais e econômicos duradouros, como o êxodo rural e a concentração fundiária.
Da redação Mídia News


