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Ratinho registra recorde de audiência no SBT em meio a polêmica com Erika Hilton

Programa atinge maior índice de 2026 enquanto apresentador enfrenta ação judicial por declarações públicas

O apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho) alcançou o maior índice de audiência do ano no SBT, em meio a uma controvérsia pública envolvendo declarações sobre a deputada federal Erika Hilton.

A edição do “Programa do Ratinho”, exibida na noite de quinta-feira (19), marcou 5,7 pontos de audiência na Grande São Paulo, segundo dados da Kantar IBOPE. O resultado representa aproximadamente 78.781 televisores ligados e um público estimado em mais de 1,1 milhão de espectadores, configurando o melhor desempenho da emissora em 2026 até o momento.

Audiência em alta em meio à repercussão

O crescimento nos índices ocorre em um cenário de ampla repercussão nas redes sociais e na mídia após declarações feitas por Ratinho sobre Erika Hilton, que atualmente preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

No dia 11 de março, o apresentador criticou a escolha da parlamentar para o cargo, afirmando que, por ser uma mulher trans, ela não representaria as vivências das “mulheres biológicas”. A fala gerou forte reação de diferentes setores da sociedade, incluindo manifestações de apoio e críticas.

Dias depois, durante nova edição do programa, Ratinho voltou ao tema e reafirmou seu posicionamento. Ao vivo, declarou que suas opiniões refletem convicções pessoais e que não pretende alterá-las diante das críticas recebidas. O apresentador também afirmou estar sendo alvo de perseguição ideológica.

Caso chega à Justiça

A controvérsia avançou para a esfera judicial após iniciativa da deputada Erika Hilton. A partir de representação apresentada pela parlamentar, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública.

O processo solicita a condenação de Ratinho e do SBT ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Além da indenização, o MPF pede a retirada do conteúdo considerado ofensivo das plataformas digitais da emissora.

Especialistas avaliam que o caso pode se tornar um marco no debate sobre liberdade de expressão, responsabilidade de comunicadores e os limites legais em conteúdos veiculados na televisão aberta.

Enquanto o processo tramita, o episódio segue repercutindo e impactando tanto a audiência do programa quanto o debate público sobre temas sensíveis envolvendo identidade de gênero e representação política no Brasil.

Da redação Mídia News

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