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Reminiscências da mineração no Pantanal.

Nas idas e vindas da minha vida, incluiu ter nascido, por ordens médicas no Rio de Janeiro, e recebi no cartório e na pia batismal o nome de Armando, a moda pantaneira, homenageando o Dr. Armando Aguinaga, eminente obstetra da época na Velhacap.

Entre Rio e São Paulo dividi meus parcos estudos, retornando ao lugar dos amores minha infância pantaneira nas festas de São Sebastião, ao desposar Marli em 1975, companheira de aventuras nesse retorno até hoje.

Quando nossas filhas cresceram tivemos que dividir nossa vida com a cidade, pois chegava a época de estudos.

Acomodado em Corumbá, exerci em 1982 meu primeiro cargo público, Chefe de Gabinete do então Prefeito de Corumbá, Rui Albaneze.

Iniciados os embates com os coureiros que adentraram o Pantanal, tivemos que nos mudar para Campo Grande, em 1983 por questões de segurança, onde desbravei a estrada de Coxim até a Fazenda São Luiz, cruzando o centro do Paiaguás.

Em 1987, a chance do retorno à Corumbá para exercer cargo de Diretor Administrativo da Urucum Mineração, em 1989, fui convocado para assumir como Diretor Presidente da Metamat, para tentar normatizar a explosão desenfreada do Garimpo de Poconé, motivo de campanha virulenta contra o Governador Carlos Bezerra para fechar o garimpo.

Bem ou mal trouxemos o CETEM , e conseguimos em apenas 1 ano alguns significativos avanços, conhecemos nessa época o Dr Marcelo Veiga, que muito nos auxiliou em mitigar alguns aspectos mais gravosos do mercúrio no garimpo, que conseguiu após isso, realizar travessia economica formal até os dias de hoje.

Retornei a Metamat em 1995 para auxiliar Dante de Oliveira a fazer a desintrusão da fofoca de garimpo no Sararé, visando conseguir liberação de verba retida no Banco Mundial, por conta dessa invasão em área indígena.

Em apenas 1 ano realizamos a missão e pudemos retornar ao MS, de onde voltamos para Cáceres de 1997 a 2.000, como dirigente da Docas de Mato Grosso, empresa privada para montar term8bal e administrar a concessão do Porto de Cáceres, missão cumprida , retornei a Corumbá para trabalhar como Chefe de Gabinete do então Prefeito Eder Brambilla, em 2003 eu e a companheira Marli finalmente retornamos para o Porto São Pedro onde criamos charmosa pousada turística, permitindo-nos viver da água que inundaram e prejudicaram a pecuária em nossa velha fazenda.

Tudo esta história compartilho com os amigos para endossar esta carta aberta de Marcelo Veiga sobre as incompreensões e preconceitos que o público urbano tem para com o garimpo, bem semelhantes às da pecuária tradicional sustentável do Pantanal.

☆Link da carta aberta ao MPF

Endosso principalmente estas duas frases da carta aberta do hoje eminente professor:

“- Em suma, recomendo o jovem jurista a ler mais artigos sobre legalização e formalização
principalmente no âmbito legal. *Se todo trabalhador brasileiro informal é considerado pelo jurista como ilegal, aconselho a construírem cadeias grandes para acomodarem 40 milhões de brasileiros.

Triste ver este atraso no meu país de origem e mais uma vez quem paga são os trabalhadores, que urgem por conhecimento e assistência técnica para evoluírem, mas recebem somente repressão.

MMVeiga* (assinado eletronicamente)
Marcello M. Veiga, P.Eng., PhD
Professor Emeritus
University of British Columbia, Vancouver, Canada
https://mining.ubc.ca/marcello-m-veiga

Endosso e afirmo categoricamente : O referido é verdade e dou fé.

Armando Arruda LacerdaPorto São Pedro
19/10/2025

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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