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Repressão do regime iraniano mata ao menos 12 crianças durante protestos no país

Organizações de direitos humanos denunciam uso de força letal contra manifestantes e apontam escalada de violência nas ruas

A repressão do regime iraniano contra protestos populares voltou a chocar a comunidade internacional após a confirmação da morte de ao menos 12 crianças durante manifestações em diferentes cidades do país. As vítimas, segundo organizações de direitos humanos e ativistas locais, foram atingidas por disparos de forças de segurança, espancadas durante abordagens ou morreram em decorrência do uso excessivo de gás lacrimogêneo e munição não letal em áreas densamente povoadas.

Os protestos, que se intensificaram nas últimas semanas, têm sido marcados por fortes críticas ao governo, denúncias de corrupção, restrições às liberdades individuais e à condução política do país. Em resposta, autoridades iranianas ampliaram a presença policial e militar nas ruas, adotando medidas consideradas desproporcionais por observadores internacionais.

Relatos de testemunhas indicam que adolescentes e até crianças que acompanhavam familiares ou transitavam pelas proximidades dos atos foram atingidas durante as operações de dispersão. Em alguns casos, as mortes ocorreram dentro de residências após a entrada forçada de agentes de segurança nos bairros onde os protestos aconteciam.

Entidades como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch exigiram uma investigação independente e responsabilização dos envolvidos. “O uso de força letal contra menores de idade é uma grave violação do direito internacional e evidencia a brutalidade da repressão”, afirmou uma porta-voz da Anistia em comunicado recente.

O governo iraniano, por sua vez, nega as acusações e afirma que as forças de segurança atuam para “manter a ordem” e “conter atos de vandalismo”. Autoridades também alegam que grupos opositores estariam manipulando informações para desestabilizar o país.

A morte das crianças gerou comoção dentro e fora do Irã, intensificando a pressão diplomática sobre Teerã. Países europeus e representantes da ONU pediram acesso de observadores internacionais às áreas afetadas e reiteraram a necessidade de proteção à população civil, especialmente a menores de idade.

Enquanto isso, famílias das vítimas enfrentam dificuldades para registrar oficialmente as mortes e realizar funerais públicos, em meio ao clima de medo e vigilância. Ativistas denunciam que o regime tenta silenciar parentes e impedir homenagens que possam se transformar em novos atos de protesto.

A escalada da violência reacende o debate sobre a situação dos direitos humanos no Irã e coloca em evidência o custo humano da repressão, que agora atinge diretamente crianças, aprofundando a crise e a indignação da sociedade iraniana.

Da redação Mídia News

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