
O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 900 mil em caráter emergencial para intensificar o combate à chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O valor será repassado em parcela única, diretamente do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal, com o objetivo de agilizar a execução das medidas.
Os recursos serão utilizados para ampliar ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e suporte às equipes de saúde que atuam diretamente no atendimento à população.
Além do aporte financeiro, o governo federal também implementa outras estratégias para conter o avanço da doença. Entre elas, a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), dispositivos que utilizam armadilhas com substâncias capazes de interromper o ciclo de reprodução do mosquito transmissor.
A situação é considerada preocupante na região, especialmente em áreas indígenas. Dados recentes apontam aumento significativo de casos, com registros de internações e mortes associadas à doença.
Como parte da resposta emergencial, equipes da Força Nacional do SUS e da Secretaria de Saúde Indígena realizam busca ativa em aldeias como Jaguapiru e Bororó, com atendimentos domiciliares para identificar e tratar casos precocemente.
Outra medida adotada foi a criação de uma sala de situação para coordenar as ações federais e integrar esforços entre governos municipal, estadual e federal. Paralelamente, mais de 2,2 mil residências já foram visitadas por agentes de saúde, que atuam na eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e conscientização da população.
O Ministério também autorizou a contratação emergencial de 20 agentes de combate a endemias, ampliando a capacidade de resposta no município. Atualmente, cerca de 34 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, já atuam nas áreas mais afetadas.
A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika vírus. A doença pode causar febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para quadros mais graves, especialmente em populações vulneráveis.
Da redação Mídia News





