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Servidora da prefeitura impede recebimento de doações durante crise provocada por chuvas em Juiz de Fora

Caminhões com donativos destinados às vítimas das enchentes tiveram entrada barrada; município contabiliza 65 mortes e milhares de desabrigados

A tentativa de entrega de donativos às vítimas das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, foi marcada por um impasse envolvendo a administração municipal. Dois caminhões com mantimentos levados pelo presidente do Partido Missão e pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, tiveram a entrada impedida por uma funcionária vinculada à prefeitura.

De acordo com a organização responsável pela arrecadação, os veículos transportavam alimentos, água potável, roupas, produtos de higiene e itens de primeira necessidade. O material teria sido reunido por apoiadores e voluntários com o objetivo de atender famílias afetadas pelas enchentes que devastaram áreas da cidade nos últimos dias.

Segundo relatos da equipe envolvida na ação, uma servidora ligada à Secretaria Municipal de Educação teria se recusado a receber os donativos no momento da entrega. A prefeitura é administrada por Margarida Salomão, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Após a negativa, os organizadores afirmaram ter buscado alternativas para encaminhar os mantimentos a entidades locais e pontos de apoio que atuam diretamente no acolhimento das vítimas.

A situação ocorre em meio a um cenário de calamidade. Informações da Polícia Civil apontam que o número de mortes na região da Zona da Mata chegou a 72 no último domingo (1º). Somente em Juiz de Fora, foram registradas 65 vítimas fatais, entre elas 15 crianças e adolescentes. Três corpos ainda passam por perícia antes da liberação às famílias.

As chuvas intensas provocaram deslizamentos de terra, enchentes e desabamentos também em municípios vizinhos, como Ubá. Houve registros de soterramentos e pessoas arrastadas pela força da água. No sábado (28), o Corpo de Bombeiros localizou o corpo de uma criança de 9 anos no bairro Paineiras, encerrando as buscas por desaparecidos na cidade.

As operações de resgate resultaram no salvamento com vida de 51 pessoas. Mais de 500 moradores permanecem em abrigos públicos, enquanto cerca de 8 mil estão desalojados e dependem de apoio de familiares ou amigos.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que fevereiro de 2026 foi o mês mais chuvoso dos últimos anos em Minas Gerais. Em Juiz de Fora, o volume acumulado entre os dias 22 e 24 atingiu 229,9 milímetros, superando a média histórica mensal de 170,3 milímetros.

Da redação Mídia News

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