
Conhecido instituto de notórias intenções, cria uma cortina de fumaça para o desavisado público urbano, afirmando que estamos de olho e vamos socorrer o Pantanal pois :
Abre aspas
– A justiça deixou de estabelecer um valor pelos prejuízos ambientais causados no MT por um dos maiores desmatadores do Brasil.”
– Vem entender essa história
– Quando quatro crimes ambientais não geram reparação efetiva, prejuízo se torna coletivo.”
Fecha aspas
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Acreditem ou pelos menos tentem entender que , um especulador com capitais ociosos, oriundo sabe-se-lá do quê e da onde, comprar uma área enorme, desmatá-la para implantar em poucos dias uma fazenda de criação de gado e tentar obter lucros imediatos ou outro especulador adquirir para transformá-la num latifúndio ambiental, só por nominá-la de “reserva ambiental”, não muda a destruição que causam e já causaram ao Pantanal.
Ambos são extremamente parecidos, tal e qual faces de uma mesma moeda chamada extrativismo imediato.
Faces opostas da monetização expropriadora da riqueza ambiental sustentável de uma tradição onde a pastorícia campesina , mediterrânea européia e africana encontraram na simbiose com os nativos do Novo Mundo, adptados a viver no ambiente instável do Pantanal, gerando uma cultura que demonstra pertencimento e adaptação total com as crises e inconstâncias da Planície do Pantanal.
Respiramos e trabalhamos lentamente para absorver e manter a beleza da sustentabilidade baseada na solidariedade do orgânico com o inorgânico, do espiritual com o material, diante da necessidade de conviver com secas, enchentes, frio, calor mas capaz de gerar vida e sustento feliz, por séculos para todos: gentes, fauna e flora.
Surge uma questão: -Em qual Sindicato Rural de cidades pantaneiras esse senhor objeto desses espalhafatosos inquéritos e apocalipticas seria inscrito, seja como criador ou pecuarista e ainda, há quantos anos ele está inscrito na SRF, Secretaria Estadual de Fazenda e INDEA do MT como produtor apto a criar e movimentar rebanhos de quaisquer animais neste Estado?
Essa desinformação transformada em denúncia genérica a todos que vivem à maneira tradicional no Pantanal e dele tiram seu sustento, parece quererem vender que um lado da moeda quer brigar com o outro , culpando o Pantanal e os pantaneiros para expiarem suas próprias culpas, em verdade tratam-se ambos do mesmo método de atuação de uma matilha de piratas atirando-se como predadores enlouqucidos sobre commodities que acreditam estarem mal aproveitadas em nossas humildes mãos…
Com sinceridade, seria muito mais fácil a recuperação de uma area desmatada, por meios mecanicos ou até químicos, do que das áreas que esse notório instituto cuida, calcinadas até as raízes por repetitivos incêndios descontrolados.
Pantaneiros reiteram que já cansaram de avisar que o SOS do Titanic significava a abreviação de Save.Ours. Souls. ou salvem nossas almas , mas que modernamente passaram a significar Slowly. Older. Smarter. ou mais lento, mais velho, mais esperto, definição abreviada da dinâmica cultural pantaneira que insistem em menosprezar, criando a narrativa de que o Pantanal necessita de tais mecenas exógenos.
Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro




