InternacionalNotícias

Trump rompe com Tucker Carlson após críticas à ofensiva militar contra o Irã

Declaração do ex-presidente intensifica divisões dentro do movimento conservador MAGA e expõe divergências sobre a política externa dos Estados Unidos

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o comentarista conservador Tucker Carlson não faz mais parte do movimento Make America Great Again (MAGA). A afirmação ocorreu após Carlson criticar duramente os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.

A declaração foi dada em entrevista à ABC News, na qual Trump reagiu às críticas públicas feitas pelo ex-apresentador da Fox News. Segundo o ex-presidente, Carlson teria se afastado dos princípios que definem o movimento político criado durante sua campanha.

“Tucker perdeu o rumo. Eu percebi isso há muito tempo. Ele não é MAGA. MAGA significa salvar nosso país, tornar a América grande novamente e colocar a América em primeiro lugar”, afirmou Trump durante a entrevista.

O rompimento ocorre após Carlson classificar os ataques contra o Irã como “absolutamente repugnantes e malignos”. O comentarista, que atualmente apresenta um podcast independente desde que deixou a Fox News, tem demonstrado posições cada vez mais críticas em relação à política externa defendida por Trump.

Além da operação militar contra o Irã, Carlson também criticou outros temas ligados ao cenário político norte-americano, incluindo debates sobre os arquivos do financista Jeffrey Epstein e o posicionamento dos Estados Unidos na guerra entre Ucrânia e Rússia.

Apesar das divergências recentes, Carlson manteve durante anos uma relação próxima com Trump. Durante o mandato presidencial, o comentarista participou de reuniões na Casa Branca e se tornou uma das vozes conservadoras mais influentes entre os apoiadores do movimento MAGA. Em 2024, inclusive, Carlson esteve entre os palestrantes da Convenção Nacional do Partido Republicano.

Na mesma entrevista, Trump também defendeu a ofensiva militar contra o Irã, afirmando que a operação teria enfraquecido significativamente o país no cenário internacional. Segundo ele, os impactos do ataque poderão limitar a capacidade de reação iraniana por vários anos.

A decisão militar, no entanto, provocou reações divergentes dentro do próprio campo conservador. A ex-deputada Marjorie Taylor Greene criticou a possibilidade de envolvimento dos Estados Unidos em um novo conflito no Oriente Médio, argumentando que a promessa de campanha era evitar guerras externas.

Por outro lado, o senador Lindsey Graham manifestou apoio à ação militar, classificando a operação como necessária para combater o que chamou de principal patrocinador estatal do terrorismo. O posicionamento também recebeu respaldo do senador democrata John Fetterman, que afirmou que a decisão poderia contribuir para a estabilidade na região.

A controvérsia evidencia uma crescente divisão dentro do próprio movimento MAGA e reflete o debate mais amplo sobre o papel dos Estados Unidos em conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio.

Da redação Mídia News

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo