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Acareação no caso Banco Master provoca indignação entre auditores do Banco Central

Servidores veem medida como ingerência indevida e alertam para riscos à autonomia técnica da autoridade monetária

A decisão de promover uma acareação no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master provocou forte reação entre auditores do Banco Central do Brasil. Em manifestações internas e reservadas, servidores classificam a iniciativa como uma interferência atípica em procedimentos técnicos, com potencial de constranger a atuação fiscalizatória da autarquia.

Segundo relatos de auditores, a acareação — instrumento incomum em processos administrativos de supervisão financeira — teria sido determinada em meio a apurações sensíveis sobre a condução e a solidez do Banco Master. Para os técnicos, a medida pode abrir precedentes indesejáveis, ao expor servidores a pressões externas e deslocar o foco das análises de mérito para disputas de versões.

Nos bastidores, a indignação cresce diante do entendimento de que a fiscalização bancária deve se pautar por critérios técnicos e por evidências documentais, sem espetacularização ou personalização do processo. Auditores temem que a adoção de mecanismos típicos da esfera penal comprometa a independência do corpo técnico e enfraqueça a credibilidade das decisões regulatórias.

A avaliação predominante entre servidores é de que eventuais divergências devem ser resolvidas nos autos, com transparência e observância dos ritos próprios da supervisão prudencial. Entidades representativas da categoria estudam levar o tema às instâncias competentes, defendendo salvaguardas institucionais para preservar a autonomia do Banco Central e a segurança funcional de seus auditores.

Da redação Mídia News

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