
As universidades federais brasileiras enfrentarão um corte de R$ 488 milhões no orçamento previsto para 2026, segundo dados do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado ao Congresso Nacional. A redução incide principalmente sobre despesas discricionárias — aquelas destinadas ao custeio do dia a dia das instituições, como manutenção de campi, pagamento de contratos terceirizados, bolsas, assistência estudantil e investimentos em pesquisa e extensão.
Reitores e entidades representativas do setor afirmam que o novo contingenciamento compromete o funcionamento básico das universidades, que já operam com recursos considerados insuficientes nos últimos anos. Entre os principais impactos apontados estão o risco de interrupção de serviços essenciais, redução de bolsas acadêmicas, adiamento de obras e dificuldades para manter laboratórios e projetos científicos em atividade.
Especialistas em educação avaliam que o corte ocorre em um momento sensível, marcado pela expansão de matrículas, pela necessidade de recomposição de perdas acumuladas e pelo desafio de garantir a permanência de estudantes de baixa renda. O orçamento discricionário das universidades federais, em valores corrigidos pela inflação, já está entre os menores das últimas décadas.
Parlamentares ligados à área da educação prometem atuar para tentar reverter ou minimizar a redução durante a tramitação do orçamento no Congresso. Já representantes das universidades alertam que, sem recomposição dos recursos, 2026 pode ser um ano de forte restrição acadêmica, com reflexos diretos no ensino superior público e na produção científica do país.
Da redação Mídia News

