USS Nimitz é enviado para missão na América Latina em meio a tensões geopolíticas
Porta-aviões mais antigo em atividade da Marinha dos EUA participa de operação com aliados e pode estar em uma de suas últimas missões

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo ainda em operação na Marinha dos Estados Unidos, foi designado para uma nova missão na América Latina, em meio ao aumento das tensões geopolíticas na região. A operação ocorre em um contexto de maior presença militar norte-americana e reforço de alianças estratégicas no continente.
De acordo com informações divulgadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos, o navio integra o destacamento denominado “Southern Seas 2026”, que tem como objetivo ampliar a cooperação com países parceiros e fortalecer a interoperabilidade entre forças navais. Durante a missão, o porta-aviões deverá visitar países como Brasil, Chile, Panamá e Jamaica, além de realizar a circunavegação da América do Sul.
A operação contará com o apoio de outras embarcações, incluindo o contratorpedeiro USS Gridley, e envolverá exercícios conjuntos com marinhas de diversos países da região, como Argentina, Colômbia, Peru e México. A iniciativa busca consolidar a presença dos Estados Unidos no cenário marítimo latino-americano.
Com cerca de 50 anos de serviço, o USS Nimitz se aproxima do fim de sua trajetória operacional. A aposentadoria do navio está prevista para 2027, quando deverá ser substituído pelo USS John F. Kennedy.
O contexto da missão também envolve um cenário regional sensível, com impactos políticos recentes, especialmente relacionados à Venezuela e a Cuba. A intensificação da presença militar dos EUA na região tem sido justificada pelo combate ao narcotráfico e pela necessidade de garantir estabilidade estratégica.
Desde 2025, outras embarcações norte-americanas já foram deslocadas para o Caribe e a América Latina, incluindo o USS Gerald R. Ford e o USS Iwo Jima, além de submarinos nucleares e contratorpedeiros.
O USS Nimitz, que entrou em serviço em 1975, possui cerca de 332 metros de comprimento, deslocamento de quase 88 mil toneladas e capacidade para transportar mais de 60 aeronaves, incluindo caças e aviões de guerra eletrônica. Ao longo de cinco décadas, participou de conflitos importantes, como a Guerra do Golfo e operações no Afeganistão e no Iraque.
Diante desse histórico, especialistas avaliam que a atual missão pode representar um dos últimos grandes destacamentos do navio antes de sua aposentadoria, marcando o encerramento de uma era na Marinha dos Estados Unidos.
Da redação Mídia News





