Venezuelana queimada por forças pró-Maduro pede pena máxima ao ex-ditador nos EUA
Vítima relata tortura e violência política e cobra condenação exemplar da Justiça americana

Uma venezuelana que teve o corpo queimado por integrantes de forças leais ao regime de Nicolás Maduro pediu, nesta semana, que a Justiça dos Estados Unidos aplique a pena máxima ao ex-ditador, atualmente réu em processos que apuram crimes contra a humanidade. Em depoimento emocionado, a vítima relatou ter sido atacada durante uma operação de repressão a protestos populares e afirmou que carrega sequelas físicas e psicológicas permanentes.
Segundo a denúncia, a mulher foi capturada por agentes ligados a milícias pró-governo, submetida a espancamentos e teve partes do corpo incendiadas como forma de intimidação. O ataque ocorreu durante manifestações contra o regime, quando forças de segurança e grupos paramilitares teriam atuado para dispersar e punir opositores.
Em audiência preliminar, a venezuelana declarou que “não busca vingança, mas justiça”, e pediu que a corte americana reconheça a gravidade dos crimes e imponha uma sentença que sirva de exemplo. Advogados de direitos humanos que acompanham o caso sustentam que há provas de um padrão sistemático de tortura e perseguição política sob o comando de Maduro.
O processo tramita com base em legislações internacionais que permitem julgar crimes de lesa-humanidade fora do país de origem das vítimas. Promotores afirmam que os relatos se somam a outros depoimentos de ex-presos políticos, familiares de mortos e sobreviventes de centros de detenção clandestinos.
Organizações internacionais, como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, já haviam denunciado o uso de violência extrema por forças ligadas ao regime venezuelano, incluindo choques elétricos, asfixia e queimaduras. Para especialistas, o caso reforça a pressão internacional por responsabilização criminal de líderes acusados de ordenar ou permitir tais práticas.
A defesa de Maduro nega as acusações e alega perseguição política. No entanto, investigadores afirmam que novas testemunhas e documentos reforçam a linha de que os crimes foram cometidos de forma organizada e com conhecimento da cúpula do governo à época.
Da redação Mídia News





