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Absurdo: Governo vai instalar SmartTVs em presídios federais para sessões de cinema

Projeto prevê salas equipadas com televisores de última geração em unidades de segurança máxima e provoca reação negativa da população

A decisão do governo federal de instalar SmartTVs em presídios federais para a realização de sessões de cinema tem gerado forte repercussão e indignação nas redes sociais. A iniciativa, que prevê a criação de espaços audiovisuais dentro de unidades de segurança máxima, foi anunciada como parte de um programa de “ressocialização e humanização do sistema prisional”, mas tem sido duramente criticada por especialistas em segurança pública, parlamentares e pela população em geral.

De acordo com informações preliminares, o projeto contempla a aquisição de televisores de alta definição, sistema de som e infraestrutura adequada para exibição de filmes e conteúdos educativos. A justificativa oficial é de que atividades culturais podem contribuir para a redução da tensão no ambiente carcerário, além de estimular reflexão e reintegração social dos detentos. No entanto, críticos apontam que a medida soa como privilégio em um país onde escolas públicas carecem de equipamentos básicos e hospitais enfrentam escassez de recursos.

“É inaceitável ver o Estado investindo em conforto para criminosos perigosos enquanto milhões de brasileiros honestos não têm acesso a serviços essenciais”, afirmou um parlamentar da oposição. Para ele, o governo deveria priorizar políticas de segurança, fortalecimento das forças policiais e apoio às vítimas da violência, e não a criação de salas de cinema dentro de presídios.

Nas redes sociais, o anúncio foi recebido com revolta. Internautas questionam se a medida não representa um desrespeito às famílias de vítimas de crimes graves e se não contribui para a sensação de impunidade. Muitos usuários também compararam a realidade do sistema prisional com a de escolas em regiões carentes, onde alunos assistem às aulas em salas sem climatização, sem internet e, em alguns casos, sem merenda regular.

Especialistas em criminologia divergem sobre o tema. Enquanto alguns defendem que atividades culturais podem, de fato, auxiliar na redução da reincidência criminal, outros alertam que, sem um rigoroso controle e sem políticas integradas de educação, trabalho e disciplina, iniciativas como essa tendem a ter pouco impacto prático e grande custo político. “Ressocialização não se faz com entretenimento de luxo, mas com educação de qualidade, trabalho e acompanhamento psicológico”, pontua um analista em segurança pública.

Além disso, há questionamentos sobre os critérios de escolha das unidades que receberão os equipamentos, o valor total do investimento e os mecanismos de fiscalização para evitar uso indevido ou favorecimento de facções criminosas. Até o momento, o governo não detalhou os custos do projeto nem apresentou um cronograma completo de implementação.

Em meio ao debate, cresce a pressão para que o Congresso Nacional convoque representantes do Ministério da Justiça e do sistema penitenciário federal para prestar esclarecimentos. A oposição promete requerer informações oficiais e, se necessário, barrar a iniciativa por meio de projetos legislativos.

Enquanto isso, a polêmica segue alimentando discussões acaloradas sobre prioridades, justiça social e o verdadeiro significado de ressocialização no Brasil, em um contexto de altos índices de violência e sensação generalizada de insegurança.

Da redação Mídia News

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