
Uma nova revelação no escândalo conhecido como “Vaza Toga” joga luz sobre os bastidores da comunicação política e sua relação com o poder. Áudios e prints divulgados mostram que um convidado do programa “3 em 1”, da Jovem Pan, repassou informações detalhadas sobre a pauta da atração a um grupo de advogados e jornalistas conhecido como “gabinete paralelo” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O material, que inclui mensagens de WhatsApp e conversas gravadas, indica que o colaborador da emissora agia como uma espécie de informante, adiantando temas, opiniões de participantes e até mesmo a linha editorial do programa. O “gabinete paralelo”, por sua vez, é investigado pela Polícia Federal (PF) por supostamente ter acesso privilegiado a informações sigilosas de inquéritos e atuar na articulação de ações contra opositores do governo e do próprio Judiciário.
A revelação levanta sérias questões sobre a ética no jornalismo e a independência editorial. O repasse de informações de pauta a agentes externos, especialmente a um grupo com interesses políticos e judiciais, compromete a imparcialidade e a credibilidade da imprensa. A Jovem Pan não se pronunciou oficialmente sobre o caso até o momento.
Da redação Midia News