
A cisão entre o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Motta, e o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Andrade, tornou-se o novo foco de tensão em Brasília e expôs uma crise política mais ampla dentro do governo. O embate, que envolve divergências sobre prioridades legislativas e condução de negociações com o Congresso, repercutiu entre aliados e ampliou o clima de instabilidade na base governista.
Nos bastidores, parlamentares relatam que o distanciamento entre Motta e Andrade vinha ganhando força há semanas, mas se intensificou após um conjunto de votações consideradas estratégicas pelo Planalto. A falta de alinhamento interno resultou em derrotas e adiamentos de pautas importantes, elevando a pressão sobre o governo para reorganizar sua articulação.
A situação também reacendeu discussões sobre a liderança política do Executivo no Congresso. Dirigentes de partidos da base afirmam que o episódio agrava a percepção de que o governo enfrenta dificuldades para unificar discursos, consolidar alianças e manter a agenda legislativa sob controle.
Enquanto Motta tenta reduzir a temperatura e atribui o conflito a “divergências naturais”, aliados do líder petista afirmam que a ruptura reflete problemas mais profundos de coordenação e comunicação. Ambos, contudo, têm evitado endurecer publicamente as falas para não aprofundar a crise.
A expectativa agora é de que o presidente convoque uma reunião emergencial com ministros e líderes partidários para tentar recompor a base, conter desgastes e restabelecer o diálogo interno.
Da redação Mídia News

