
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, confirmou nesta semana que foi informado previamente sobre a viagem do empresário Joesley Batista à Venezuela, onde se encontrou com o presidente Nicolás Maduro. A declaração reacende discussões sobre a relação diplomática entre o governo brasileiro e o país vizinho, além de levantar questionamentos sobre a natureza e os objetivos da visita.
Segundo Amorim, a ida de Joesley a Caracas não ocorreu de forma clandestina ou sem conhecimento de setores do governo. Ele afirmou que tomou ciência dos planos do empresário antes do embarque, embora tenha ressaltado que não participou diretamente da organização do encontro. A reunião teria abordado questões econômicas e possíveis cooperações comerciais entre o grupo empresarial de Joesley e o governo venezuelano.
A confirmação do ex-ministro acontece em um contexto de intensa observação internacional sobre o posicionamento do Brasil em relação ao regime de Maduro. Críticos argumentam que diálogos envolvendo empresários e o governo venezuelano exigem maior transparência, especialmente quando envolvem figuras politicamente influentes. Já aliados defendem que a interlocução pode representar oportunidades de mercado e reaproximação estratégica entre os países.
Celso Amorim reiterou que, apesar de estar ciente da viagem, não houve participação do governo brasileiro no encontro e que qualquer negociação eventual seria conduzida dentro dos limites legais e institucionais. Ainda assim, a revelação deve alimentar novos debates no Congresso e entre analistas de política externa, especialmente diante do histórico controverso envolvendo Joesley Batista no cenário político nacional.
Da redação Mídia News

