
A ex-presidente Dilma Rousseff foi oficialmente anistiada pelo Estado brasileiro e passará a receber uma indenização de aproximadamente R$ 400 mil, além de um salário vitalício. A medida reconhece a perseguição política sofrida por Dilma durante o regime militar, período em que foi presa, torturada e teve sua carreira profissional interrompida.
A decisão foi tomada no âmbito da política de reparação a vítimas da ditadura, que prevê compensações financeiras e simbólicas a cidadãos que tiveram direitos violados entre 1964 e 1985. No caso de Dilma, o pagamento retroativo refere-se a perdas salariais decorrentes de demissões e impedimentos profissionais impostos à época.
Além da indenização única, a anistia assegura à ex-presidente uma pensão mensal vitalícia, conforme critérios estabelecidos para anistiados políticos. O benefício é previsto em lei e tem como objetivo reparar danos materiais e morais causados pelo Estado.
O reconhecimento reacende debates no cenário político sobre os efeitos da ditadura militar e as políticas de memória, verdade e reparação adotadas desde a redemocratização do país. Enquanto aliados defendem a decisão como um ato de justiça histórica, críticos questionam o valor e a concessão dos benefícios.
Da redação Mídia News

