
A criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master ganhou novo fôlego nesta semana após um deputado do Partido Liberal (PL) alcançar o número mínimo de assinaturas exigidas para protocolar o pedido no Congresso Nacional. A movimentação aumenta a pressão sobre a Mesa do Senado e da Câmara para a instalação formal da comissão.
De acordo com parlamentares da oposição, a CPMI terá como foco apurar supostas irregularidades na atuação do banco, incluindo possíveis indícios de gestão temerária, operações suspeitas e eventuais conexões políticas. O deputado responsável pela coleta das assinaturas afirmou que a sociedade “precisa de respostas claras” e que o Parlamento tem o dever de fiscalizar o sistema financeiro quando há dúvidas sobre a legalidade das práticas adotadas.
Com o apoio mínimo garantido, o próximo passo é o protocolo do requerimento e a leitura em sessão do Congresso, etapa necessária para que a comissão seja oficialmente criada. A partir daí, líderes partidários deverão indicar os membros que integrarão a CPMI, respeitando a proporcionalidade das bancadas.
Integrantes do governo e da base aliada ainda avaliam o impacto político da comissão, enquanto o Banco Master, por meio de nota, nega irregularidades e afirma que suas operações seguem rigorosamente a legislação vigente e são auditadas por órgãos competentes.
A expectativa é que, se instalada, a CPMI tenha prazo inicial de 180 dias para realizar oitivas, requisitar documentos e aprofundar as investigações. A oposição defende celeridade na instalação, alegando que o tema é de interesse público e envolve a credibilidade do sistema financeiro nacional.
Da redação Mídia News





