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Regime venezuelano prende irmãos por celebrarem prisão de Maduro

Autoridades detêm agricultores idosos após celebração da captura do ex-presidente em meio a clima de medo e repressão no país

Autoridades venezuelanas detiveram dois irmãos, ambos agricultores de 64 e 65 anos, na localidade rural de Río Negro, no estado de Mérida, depois que eles comemoraram publicamente a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, em uma ação militar liderada pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada por organizações de direitos humanos que monitoram casos de prisões políticas na Venezuela.

Segundo relatos, os irmãos estavam embriagados quando celebraram o episódio em frente à própria casa, inclusive efetuando disparos para o alto — comportamento que atraiu a atenção de vizinhos simpatizantes do regime chavista, que denunciaram o caso às autoridades locais.

A detenção ocorreu no contexto de um estado de exceção vigente no país, imposto após a captura de Maduro, e que amplia os poderes das forças de segurança para reprimir manifestações públicas consideradas contrárias ao governo. Organizações como a ONG Foro Penal, que acompanha presos políticos, apontam que os detidos agora aguardam apresentação às instâncias judiciais competentes.

Casos como esse refletem um clima de medo que se instalou em muitos setores da sociedade venezuelana desde a operação que resultou na prisão do ex-lider chavista e sua transferência aos Estados Unidos para responder a acusações de narcotráfico. Movimentos populares e cidadãos demonstraram receio de se expressar abertamente sobre a mudança política, enquanto as forças de segurança intensificaram a vigilância e a repressão a expressões públicas de opinião.

Ao mesmo tempo, grupos de direitos humanos relatam que centenas de pessoas permanecem detidas por motivos políticos no país, incluindo casos de prisões arbitrárias por manifestações ou mensagens nas redes sociais contrárias ao governo.

Da redação Mídia News

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