
A primeira pesquisa Quaest do ano eleitoral, encomendada pela Genial Investimentos, inaugura oficialmente a corrida pela Presidência da República em 2026 e aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto. O levantamento, realizado com 2.004 eleitores em todo o país, indica um cenário ainda em consolidação, com a direita dividida entre diferentes nomes e espaço aberto para movimentações estratégicas ao longo dos próximos meses.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com cerca de 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com aproximadamente 23%, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), com cerca de 10%. Outros nomes testados somam percentuais menores, enquanto indecisos, brancos e nulos ainda representam uma fatia relevante do eleitorado, típica do início do calendário eleitoral.
A pesquisa também testou diferentes combinações de candidatos, nas quais Lula mantém a liderança variando entre 34% e 41%, dependendo dos adversários incluídos. O dado reforça a força do presidente neste momento inicial da disputa e evidencia a dificuldade da oposição em unificar um nome competitivo.
Nas simulações de segundo turno, o petista também leva vantagem. Contra Flávio Bolsonaro, Lula venceria por aproximadamente 46% a 36%. Em um eventual confronto com Tarcísio de Freitas, o placar seria semelhante, com cerca de 45% para Lula e 35% para o governador paulista. Esses resultados indicam que, além de liderar no primeiro turno, o presidente entra em 2026 com vantagem nos cenários diretos testados.
Outro ponto destacado pela Quaest é a avaliação do governo federal, fator determinante para o desempenho do candidato governista. A pesquisa mostra que a percepção sobre economia, emprego, inflação e políticas sociais segue influenciando fortemente a escolha do eleitor, enquanto temas como segurança pública e combate à corrupção ganham peso no discurso da oposição.
Especialistas avaliam que, apesar de ser apenas a primeira fotografia do ano eleitoral, o levantamento é estratégico para orientar campanhas, alianças partidárias e ajustes de narrativa. A tendência é de que os números sofram oscilações conforme os pré-candidatos intensifiquem agendas, ampliem presença nos estados e apresentem propostas mais detalhadas ao eleitorado.
Com a divulgação da pesquisa Quaest, a disputa presidencial entra oficialmente em ritmo acelerado, e o cenário político passa a ser acompanhado de perto por partidos, lideranças e eleitores em todo o país.
Da redação Mídia News





