
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou um pedido formal para que o Ministério Público Federal e outros órgãos de fiscalização investiguem o funcionamento do Grok, ferramenta de inteligência artificial vinculada à plataforma X (antigo Twitter). A legenda também defende o bloqueio da plataforma no Brasil caso sejam confirmadas irregularidades no uso da tecnologia, especialmente no que diz respeito à disseminação de conteúdos considerados ofensivos, desinformativos ou que atentem contra o Estado Democrático de Direito.
De acordo com dirigentes do partido, a preocupação central está relacionada ao uso do Grok para gerar respostas automáticas com viés político, além da possibilidade de reprodução de discursos de ódio, ataques a instituições e manipulação da opinião pública. O PT argumenta que a ferramenta opera sem transparência suficiente sobre seus critérios de funcionamento, treinamento de dados e mecanismos de moderação, o que, na avaliação da sigla, representa risco à soberania informacional do país.
O pedido de investigação também se apoia no entendimento de que plataformas digitais devem obedecer à legislação brasileira, especialmente o Marco Civil da Internet e as normas que regem a responsabilidade sobre conteúdos publicados. Para o partido, empresas estrangeiras que operam no Brasil precisam garantir mecanismos claros de controle, responsabilização e respeito às leis nacionais, sob pena de sanções que podem incluir multas e até o bloqueio temporário do serviço.
Parlamentares petistas defendem ainda que o avanço acelerado da inteligência artificial exige uma regulamentação mais rígida e urgente. Segundo eles, ferramentas como o Grok não podem atuar sem supervisão, principalmente quando influenciam debates públicos, processos eleitorais e a formação de opinião da sociedade.
O tema reacende o debate sobre a regulação das plataformas digitais no Brasil, que já tramita no Congresso Nacional por meio de projetos voltados ao combate às fake news e à responsabilização das big techs. Enquanto isso, especialistas avaliam que qualquer medida extrema, como o bloqueio de uma plataforma, deverá passar por ampla análise jurídica para evitar conflitos com a liberdade de expressão e o acesso à informação.
A empresa responsável pelo Grok ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido do PT até o momento.
Da redação Mídia News





