A Agência Nacional do Cinema (Ancine) autorizou a captação de até R$ 18 milhões para a produção do filme “O Caso Marielle”, projeto audiovisual que será desenvolvido pela Paris Filmes, uma das maiores distribuidoras independentes em atividade no Brasil. A autorização estabelece o valor máximo do orçamento e permite que a produtora busque recursos por meio dos mecanismos previstos na legislação do setor audiovisual.
De acordo com a Ancine, a liberação não representa repasse direto de recursos públicos. Trata-se de um procedimento administrativo que autoriza a empresa a captar investimentos junto à iniciativa privada, inclusive por meio de incentivos fiscais previstos nas leis de fomento à cultura. O modelo é amplamente utilizado no setor e depende da adesão de investidores interessados em aplicar recursos em projetos audiovisuais aprovados.
O valor de até R$ 18 milhões corresponde ao teto orçamentário permitido para o desenvolvimento e produção da obra. A agência esclarece que a autorização não garante a captação integral do montante, já que o êxito do processo depende da viabilidade do projeto e da atração de investidores dentro das regras vigentes.
Além disso, o aval possibilita que o projeto pleiteie recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), um dos principais instrumentos de financiamento da indústria cinematográfica brasileira. A eventual liberação desses recursos, no entanto, está condicionada à análise técnica, ao cumprimento dos critérios estabelecidos nos editais e à disponibilidade orçamentária do fundo.
O ato administrativo foi assinado pelo diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, e segue os trâmites regulares adotados pela agência para projetos enquadrados nas políticas públicas de incentivo ao audiovisual. A iniciativa busca fomentar a produção nacional, estimular o setor cultural e ampliar a diversidade de conteúdos no mercado brasileiro.
O prazo para captação de recursos foi fixado até 31 de dezembro de 2029. Até essa data, a produtora poderá estruturar financeiramente o projeto, firmar contratos e viabilizar a produção dentro dos limites autorizados. As informações constam em documento oficial divulgado pela Ancine, que detalha as condições administrativas para a execução do filme.
Da redação Mídia News


