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Fábio Trad acumula mais de R$ 1 milhão desde 2023 em cargo remoto na Embratur, aponta denúncia

Ex-deputado e pré-candidato ao governo de MS é acusado de exercer função à distância, sem registros presenciais, enquanto recebe salário mensal de cerca de R$ 25 mil

O ex-deputado federal e pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fábio Trad, tornou-se alvo de denúncia por supostamente acumular mais de R$ 1 milhão em remuneração desde fevereiro de 2023, exercendo um cargo na Embratur de forma remota. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) pelo jornalista Otávio Neto e levantou questionamentos sobre a regularidade da atuação do ex-parlamentar na autarquia federal.

De acordo com a apuração, Trad ocupa o cargo de gerente de Auditoria e Controle da Embratur, com salário estimado em cerca de R$ 25 mil mensais. No entanto, segundo a denúncia, não há registros de presença física do ex-deputado na sede do órgão, localizada em Brasília. O suposto exercício das funções à distância, a partir de Campo Grande, capital sul-mato-grossense, teria ocorrido sem comprovação formal de comparecimento ou controle de frequência presencial.

Ainda conforme o levantamento divulgado, Fábio Trad teria mantido intensa atuação política paralelamente às atribuições institucionais. O jornalista aponta que o ex-deputado vem produzindo conteúdos frequentes nas redes sociais, nos quais defende ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e critica adversários políticos de direita em Mato Grosso do Sul. A atuação política, segundo a denúncia,  levanta questionamentos sobre a compatibilidade entre o cargo ocupado na Embratur e a exposição político-partidária.

Além do aspecto administrativo, o episódio ocorre em meio a um cenário de incertezas eleitorais para Trad. O ex-parlamentar é citado como possível candidato ao governo estadual, mas enfrenta dificuldades para consolidar o projeto político. Entre os obstáculos mencionados estão a falta de definição sobre apoio formal do Palácio do Planalto e dúvidas quanto à viabilidade financeira de uma eventual campanha.

O cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul também se mostra desafiador, especialmente diante da pré-candidatura à reeleição do atual governador Eduardo Riedel (PP), apontado como favorito no pleito de 2026.

Procurada, a Embratur ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações envolvendo o servidor. A reportagem também tentou contato com Fábio Trad para esclarecimentos, mas não obteve resposta até o fechamento deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação tanto do ex-deputado quanto do órgão federal.

Da redação Mídia News

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