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Lewandowski confirma consultoria ao Banco Master e nega atuação durante passagem pelo Ministério da Justiça

Ex-ministro afirma que deixou a advocacia ao assumir cargo no governo e suspendeu registro na OAB

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, manifestou-se publicamente nesta segunda-feira (26) para esclarecer informações divulgadas sobre a prestação de serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. A manifestação ocorreu após reportagem do site Metrópoles informar que o escritório vinculado ao ex-ministro teria mantido contrato com a instituição financeira mesmo durante o período em que ele ocupava o comando da pasta no governo federal.

Em nota, Lewandowski afirmou que, ao aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça, em janeiro de 2024, desligou-se formalmente de todas as atividades relacionadas à advocacia. Segundo o ex-ministro, a decisão incluiu sua saída do escritório e a suspensão do registro profissional junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O comunicado destaca que, antes de assumir o cargo no governo, Lewandowski havia retomado a atuação na advocacia após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023. Nesse intervalo, conforme esclarecido, o escritório prestou serviços de consultoria jurídica a diversos clientes, entre eles o Banco Master.

“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, afirma trecho da nota divulgada.

O ex-ministro reforçou ainda que não houve qualquer continuidade da prestação de serviços após sua nomeação para o Ministério da Justiça. De acordo com o texto, ao assumir a função pública, ele se retirou integralmente do escritório e deixou de atuar em qualquer processo ou consultoria.

A reportagem do Metrópoles aponta que o contrato entre o escritório Lewandowski Advocacia e o Banco Master teria sido firmado em agosto de 2023, com valor mensal estimado em R$ 250 mil, e que o acordo teria vigorado até setembro de 2025. Ainda segundo a publicação, o montante total pago poderia chegar a R$ 6,5 milhões. Lewandowski, no entanto, não comentou os valores mencionados.

O escritório citado tem como sócios Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski, filhos do ex-ministro. Até o momento, não houve manifestação adicional das partes envolvidas sobre o conteúdo do contrato ou sobre eventuais desdobramentos do caso.

Da redação Mídia News

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