
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou neste sábado (7) que a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Bahia não foi marcada pelo entusiasmo esperado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, os atos comemorativos do aniversário da legenda reuniram um público considerado reduzido, apesar da mobilização da estrutura do governo estadual.
A declaração foi feita durante o evento Furdunço, que integra a programação oficial do carnaval de Salvador. Para ACM Neto, o baixo engajamento popular teria causado frustração ao presidente. “Eu imagino que o presidente Lula não saiu muito feliz dessa passagem pelo nosso estado, porque acho que se deparou com um público limitado, tanto no dia de ontem quanto no dia de hoje”, afirmou o ex-prefeito, ao comentar a participação nos eventos partidários realizados na capital baiana.
As críticas ocorrem em meio ao aquecimento do cenário político no estado, que já começa a se organizar em torno das eleições de 2026. Durante o discurso, ACM Neto também aproveitou para rebater especulações de que não disputaria novamente o governo da Bahia. Segundo ele, a narrativa teria sido alimentada por adversários ao longo de 2025, mas não se confirmou. O ex-prefeito reforçou que continua como uma das principais lideranças da oposição ao PT no estado.
Além das críticas à presença de Lula, ACM Neto direcionou ataques à estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores para o Senado na Bahia. A legenda pretende lançar uma chapa considerada “puro-sangue”, com os nomes de Jaques Wagner e Rui Costa, para disputar as duas vagas em 2026. De acordo com o ex-prefeito, a decisão provocou desgaste e rompimentos na base aliada.
Ele classificou como “traição” a exclusão do senador Ângelo Coronel, que acabou perdendo espaço na composição majoritária. Na semana passada, Coronel confirmou que deixará o PSD e disputará a reeleição ao Senado pela oposição ao governo Lula, após ser preterido na chapa do governador Jerônimo Rodrigues.
O senador também levou o impasse à direção nacional do PSD, presidido por Gilberto Kassab, e criticou a manutenção de alianças com Lula na Bahia enquanto o partido avalia uma candidatura própria à Presidência da República. Para Coronel, a estratégia seria incoerente, especialmente diante da aproximação do PSD com lideranças da oposição em outros estados.
Da redação Mídia News





