
A Polícia Federal (PF) analisa mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que fazem referência a um possível repasse de ao menos R$ 20 milhões a uma empresa associada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pela CNN Brasil no contexto das investigações que envolvem o Banco Master.
De acordo com investigadores que acompanham o caso, as conversas mencionam o montante milionário, mas não há, até o momento, provas que confirmem a efetiva transferência dos valores ao ministro ou a terceiros ligados a ele. A análise técnica do conteúdo apreendido segue em andamento, incluindo a verificação da autenticidade das mensagens e a eventual correspondência com movimentações financeiras.
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli informou que o ministro é sócio da empresa familiar Maridt. Segundo o comunicado, a companhia realizou a venda de parte do Resort Tayayá ao Fundo Arleen, que seria ligado a Vorcaro. A manifestação ressalta o vínculo societário, mas não aponta qualquer irregularidade ou relação direta entre o magistrado e as mensagens sob investigação.
Até o momento, Toffoli não é alvo formal de investigação. Também não houve determinação de quebra de sigilo bancário ou fiscal em relação ao ministro do STF. A apuração concentra-se na análise do material extraído do aparelho celular de Vorcaro, com o objetivo de verificar a consistência das informações e identificar se há registros de transações financeiras compatíveis com o teor das conversas.
A Polícia Federal não divulgou prazo para conclusão da análise. O caso permanece em fase preliminar, e eventuais desdobramentos dependerão da confirmação técnica dos dados e da identificação de possíveis movimentações financeiras relacionadas ao conteúdo examinado.
Da redação Mídia News





