
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal investigado em um esquema bilionário de fraudes em benefícios previdenciários, estaria avaliando a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. A informação foi divulgada neste sábado (14) pelo portal Metrópoles, mas é contestada pela defesa do investigado.
Preso desde 12 de setembro, Antunes teria passado a considerar a colaboração com as autoridades após o avanço das investigações sobre integrantes de sua família. Entre os alvos está seu filho, Romeu Carvalho Antunes, preso em dezembro e apontado como parceiro direto nas supostas irregularidades. A esposa do empresário, Tânia Carvalho dos Santos, também é investigada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que já aprovou sua oitiva, ainda sem data definida.
Segundo informações publicadas, uma eventual delação poderia incluir detalhes sobre relações comerciais e políticas mantidas por Antunes. Entre os nomes citados nos bastidores estaria o de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As supostas conexões envolveriam negócios nos setores de saúde e educação, além de projetos ligados ao mercado de cannabis medicinal.
De acordo com relatos atribuídos a fontes da investigação, Lulinha teria atuado em articulações institucionais relacionadas a uma empresa do setor, a World Cannabis, que possui operações no Brasil, Estados Unidos e Portugal. O projeto incluiria iniciativas como o fornecimento de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). As mesmas informações apontam ainda para viagens internacionais e pagamentos, cujos valores não foram confirmados oficialmente.
Até o momento, Lulinha não se manifestou publicamente sobre o caso. O presidente Lula declarou que orientou o filho a se defender caso haja acusações, ressaltando que eventuais responsabilidades devem ser apuradas.
A apuração também pode alcançar autoridades com foro privilegiado, incluindo parlamentares citados em investigações conduzidas pela Polícia Federal. No Supremo Tribunal Federal (STF), o caso está sob relatoria do ministro André Mendonça. Caso um acordo de delação seja formalizado, caberá ao magistrado decidir sobre sua homologação, após análise do Ministério Público.
Apesar das informações divulgadas, a defesa de Antunes afirma que não há qualquer negociação em andamento para colaboração premiada, mantendo a estratégia de contestação das acusações.
O caso segue em investigação e novos desdobramentos dependem do avanço das apurações oficiais.
Da redação Midia News





