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Beneficiários do Bolsa Família ficam fora das estatísticas de desemprego, aponta coluna

Critérios do IBGE e metodologia de coleta de dados levantam debate sobre possíveis distorções nos indicadores oficiais

Beneficiários do programa Bolsa Família que não possuem emprego formal podem não estar sendo contabilizados como desempregados nas estatísticas oficiais do país. A informação foi divulgada pela Coluna Claudio Humberto, do portal Diário do Poder, e levanta questionamentos sobre a metodologia utilizada para medir os índices de desocupação no Brasil.

De acordo com a publicação, o modelo adotado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera como desempregadas apenas as pessoas que declararam ter procurado trabalho em um período recente — geralmente na semana anterior à realização da pesquisa. Dessa forma, indivíduos que não buscaram emprego nesse intervalo deixam de integrar a taxa oficial de desocupação.

Ainda segundo a coluna, há a alegação de que parte dos beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, poderia responder que não procurou emprego por receio de perder o benefício. Com isso, essas pessoas passariam a não ser classificadas como desempregadas, o que impactaria diretamente os números divulgados pelo governo.

O texto menciona que aproximadamente 34 milhões de pessoas inscritas no programa estariam fora das estatísticas de desemprego, sendo classificadas como uma espécie de “invisíveis” nos indicadores econômicos. A publicação também afirma que, em alguns casos, beneficiários que dependem exclusivamente do auxílio evitariam aceitar empregos formais para não comprometer o recebimento do benefício.

Dados históricos apontam que o Bolsa Família teve crescimento significativo ao longo das últimas duas décadas. Em 2005, o programa atendia cerca de 8,7 milhões de famílias. Atualmente, esse número ultrapassa 19 milhões, segundo estimativas recentes, evidenciando a ampliação da política de transferência de renda no país.

Especialistas, no entanto, destacam que a metodologia do IBGE segue padrões internacionais, utilizados em diversos países, e que a classificação de desemprego depende diretamente da busca ativa por trabalho. Ainda assim, o tema gera debate sobre a real dimensão da desocupação e os critérios que definem os indicadores econômicos nacionais.

Da redação Mídia News

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