
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), foi marcada por tumulto e confronto físico entre parlamentares em Brasília. O deputado federal Luiz Lima (PL-RJ) afirmou ter sido agredido com um soco durante a confusão ocorrida logo após a votação de requerimentos considerados centrais para o andamento das investigações.
De acordo com o relato de Luiz Lima, o episódio aconteceu no momento em que ele se aproximou da mesa diretora em meio ao acirramento dos ânimos entre integrantes da base governista e da oposição. O parlamentar afirmou que tentou intervir para proteger o presidente da comissão.
“Eu tomei dois socos na cara na minha vida. O primeiro foi aos 16 anos, quando reagi a um assalto. O segundo foi hoje, quando fui proteger o presidente da comissão de deputados que estavam indignados com a votação. O deputado Rogério Correia me deu um soco”, declarou.
Por sua vez, o deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu que atingiu o colega, mas afirmou que a situação ocorreu de forma não intencional, em meio a empurrões durante o tumulto generalizado.
“Eu realmente atingi o deputado e peço desculpas. Não foi intencional. Eu fui empurrado, caí no chão e reagi. Se acabei atingindo o rosto do deputado, não era minha intenção”, disse.
O confronto ocorreu logo após a aprovação de requerimentos que aumentaram a tensão dentro da comissão, entre eles a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Diante do episódio, parlamentares já articulam possíveis medidas disciplinares. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que o partido pretende acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e solicitar a suspensão cautelar do mandato do parlamentar envolvido.
Segundo ele, um vídeo do momento da confusão foi encaminhado à secretaria da comissão e, conforme avaliação preliminar, indicaria que a agressão teria ocorrido de forma intencional.
O caso deve ser analisado pelos órgãos competentes do Congresso Nacional, podendo resultar em sanções administrativas conforme o regimento interno.
Da redação Mídia News





