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Brasil cai para 11º no ranking das maiores economias do mundo após avanço da Rússia

Mesmo com crescimento de 2,3% do PIB em 2025, país perde posição global devido ao impacto do câmbio na comparação internacional

O Brasil deixou de integrar o grupo das dez maiores economias do mundo. De acordo com levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating, o país passou a ocupar a 11ª posição no ranking global calculado com base no Produto Interno Bruto (PIB) em valores correntes.

Em 2024, o Brasil ainda figurava na décima colocação. A mudança ocorreu após a Rússia avançar no ranking e ultrapassar tanto o Canadá quanto o próprio Brasil.

Ranking das maiores economias do mundo

Segundo o levantamento, a atual configuração das maiores economias globais é a seguinte:

  1. Estados Unidos

  2. China

  3. Alemanha

  4. Japão

  5. Índia

  6. Reino Unido

  7. França

  8. Itália

  9. Rússia

  10. Canadá

  11. Brasil

  12. Espanha

  13. México

  14. Austrália

Crescimento econômico não evitou queda

Apesar da perda de posição no ranking internacional, o desempenho da economia brasileira foi positivo em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o PIB do país cresceu 2,3% em relação a 2024.

No quarto trimestre de 2025, o Brasil apresentou o 39º melhor resultado entre 50 economias analisadas pela Austin Rating. No período, o crescimento foi de 0,1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Mesmo com avanço moderado, o desempenho brasileiro superou o de alguns países desenvolvidos. O Canadá registrou retração de -0,2%, enquanto Coreia do Sul e Noruega tiveram queda de -0,3% cada. Já a Irlanda apresentou recuo de -0,6%.

Por outro lado, o resultado brasileiro ficou abaixo do observado em economias como Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).

Impacto do câmbio

Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, a mudança na posição do Brasil está diretamente relacionada ao comportamento das moedas no mercado internacional.

De acordo com o especialista, os rankings globais utilizam como referência a taxa de câmbio média anual. Embora o real tenha se valorizado no final de 2025, a média do ano registrou desvalorização frente ao dólar.

“A moeda russa se valorizou bastante na média de 2025, o que ajudou a impulsionar o país no ranking”, explicou Sartori. “A troca de posições reflete mais a valorização da Rússia e as oscilações cambiais do que uma deterioração da economia brasileira”.

Projeção para 2026

A Austin Rating projeta que o PIB brasileiro crescerá cerca de 1,7% em 2026. Segundo a análise da consultoria, o avanço observado em 2025 foi fortemente impulsionado pelo agronegócio, beneficiado por uma supersafra.

Para o próximo ano, a expectativa é de um crescimento mais equilibrado entre os setores produtivos, com recuperação gradual da indústria e dos serviços.

Em valores correntes, a economia brasileira somou aproximadamente US$ 2,2 trilhões em 2025. Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o país deverá permanecer na 11ª posição no ranking global também em 2026.

Da redação Mídia News

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