Casal é acusado de matar bebê de 7 semanas após trauma craniano; vídeo gravado no hospital entra na investigação
Criança foi levada em estado crítico a hospital em Tacoma, nos Estados Unidos, e não resistiu aos ferimentos; laudos apontam sinais de abuso infantil.

Um casal do estado de Washington, nos Estados Unidos, está sendo processado criminalmente pela morte do próprio filho, um bebê de apenas sete semanas de vida. A criança foi levada em estado crítico ao hospital com graves lesões na cabeça e acabou não resistindo dias depois.
Os suspeitos são Alyssa Jade Vanderbeck, de 19 anos, e Mark Anthony Labaco Clamor, de 21. O caso passou a ser investigado pelas autoridades após os médicos identificarem indícios de violência que poderiam indicar abuso infantil.
O bebê foi atendido no Mary Bridge Children’s Hospital, localizado na cidade de Tacoma. A internação ocorreu após a criança dar entrada na unidade médica com sinais graves de trauma craniano. Apesar das tentativas da equipe médica de estabilizar o quadro clínico, o bebê morreu poucos dias depois.
Laudos médicos apontaram múltiplas lesões
De acordo com documentos do processo divulgados pela imprensa norte-americana, os exames médicos identificaram diversas lesões compatíveis com agressões físicas. Entre os principais ferimentos relatados estão hemorragias cerebrais, lesões associadas à falta de oxigenação, sangramento na retina e possíveis fraturas nas costelas em processo de cicatrização.
Segundo os médicos responsáveis pelo atendimento, o conjunto dessas lesões é compatível com casos de trauma craniano abusivo — uma forma grave de violência contra bebês frequentemente associada à chamada síndrome do bebê sacudido.
Os especialistas também indicaram que parte dos ferimentos poderia ter ocorrido em momentos distintos, o que levanta a suspeita de agressões repetidas.
Vídeo publicado em rede social virou prova
Durante a investigação, a polícia também analisou um vídeo publicado nas redes sociais. Nas imagens, Alyssa Jade Vanderbeck aparece dançando dentro do banheiro do quarto hospitalar enquanto o bebê estava internado.
O vídeo, divulgado na plataforma TikTok, foi gravado poucos dias após a criança dar entrada no hospital. Posteriormente, o material passou a integrar o conjunto de provas analisadas pelas autoridades.
Investigadores relataram ainda que o comportamento do casal chamou atenção durante o período em que retornaram ao hospital para acompanhar o estado do bebê. Segundo o relatório policial, a postura dos dois foi considerada incompatível com a gravidade da situação.
Pai admitiu ter sacudido a criança
Em depoimento às autoridades, Mark Anthony Labaco Clamor afirmou que tentou acalmar o filho em um momento de choro intenso. Segundo ele, durante essa tentativa acabou sacudindo o bebê com mais força do que pretendia, fazendo com que a cabeça da criança se movimentasse bruscamente.
O relatório policial também descreve outro episódio em que o pai tentou estimular fisicamente o bebê quando percebeu que ele não reagia, realizando movimentos de sacudir a criança na tentativa de fazê-la responder.
Autópsia indica homicídio
A autópsia preliminar concluiu que a causa da morte foi homicídio por trauma craniano abusivo. Esse diagnóstico é utilizado em situações em que bebês sofrem lesões graves após serem sacudidos, agredidos ou submetidos a movimentos violentos.
Segundo os documentos judiciais, a mãe também teria gravado vídeos do bebê já debilitado e enviado as imagens para familiares e conhecidos pedindo orientação sobre o que fazer.
O casal permanece preso enquanto o processo segue em andamento na Justiça norte-americana. A fiança foi fixada em cerca de 1 milhão de dólares para cada um, o equivalente a aproximadamente R$ 5,3 milhões.
As autoridades continuam investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte da criança e determinar as responsabilidades criminais dos envolvidos.
Da redação Mídia News





