Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (20) pela empresa AtlasIntel, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, aponta uma expressiva queda na confiança da população brasileira no Supremo Tribunal Federal. De acordo com os dados, 60% dos entrevistados afirmam não confiar na Corte, enquanto apenas 34% dizem confiar. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.
O estudo evidencia um cenário de desgaste institucional, refletido não apenas na avaliação do tribunal como um todo, mas também na imagem individual de seus ministros. Entre os integrantes analisados, o ministro André Mendonça apresentou o melhor desempenho relativo, com 43% de avaliação positiva e 36% negativa, destacando-se como o nome com maior equilíbrio entre aprovação e rejeição.
Em contrapartida, outros membros da Corte registraram índices elevados de desaprovação. O ministro Alexandre de Moraes aparece com 59% de avaliação negativa, enquanto Gilmar Mendes atinge 67% no mesmo indicador. Os números reforçam uma tendência de percepção crítica por parte da sociedade em relação à atuação de figuras centrais do tribunal.
O destaque mais negativo do levantamento é o ministro Dias Toffoli, que lidera o índice de rejeição entre os entrevistados. Segundo a pesquisa, Toffoli acumula 81% de avaliação negativa, contra apenas 9% de avaliação positiva — o pior desempenho entre todos os nomes avaliados.
O cenário envolvendo o ministro ganhou novos contornos após sua saída da relatoria de um caso relacionado ao Banco Master, pouco antes do Carnaval. A decisão ocorreu em meio a questionamentos públicos sobre possíveis conflitos de interesse, envolvendo sua ligação com a empresa Maridt, da qual é sócio, e conexões com o empreendimento Tayayá Resort, citado nas investigações ligadas ao banco.
Além das avaliações individuais, o levantamento também mediu a percepção dos brasileiros quanto à competência e imparcialidade dos ministros do STF. Mais de 59% dos entrevistados afirmaram não acreditar que a maioria dos integrantes da Corte atue com esses critérios, enquanto cerca de 35% demonstraram confiança nesse aspecto.
Os dados reforçam um ambiente de crescente desconfiança institucional e indicam desafios para a recuperação da credibilidade do STF perante a opinião pública, em um contexto de elevada polarização política e intensificação do escrutínio sobre as decisões do Judiciário brasileiro.
Da redação Mídia News




