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BTG Pactual sofre ataque hacker, suspende Pix e apura desvio milionário

Banco afirma que clientes não foram afetados e que recursos atingidos estavam vinculados ao Banco Central

O banco BTG Pactual foi alvo de um ataque hacker no domingo (22), levando à suspensão temporária das operações via Pix. A instituição confirmou a identificação de “atividades atípicas” relacionadas ao sistema e iniciou uma investigação interna para apurar o ocorrido.

Desvio pode chegar a R$ 100 milhões

De acordo com informações preliminares, o ataque pode ter provocado o desvio de aproximadamente R$ 100 milhões. Ao longo do dia, parte significativa dos valores foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões ainda sob análise.

O banco não detalhou o método utilizado na invasão, mas informou que equipes especializadas em segurança digital foram mobilizadas para conter eventuais danos e rastrear os responsáveis.

Recursos não pertenciam a clientes

Em nota oficial, o BTG destacou que os valores atingidos não pertenciam a correntistas, mas sim a recursos mantidos junto ao Banco Central do Brasil.

A instituição também afirmou que não houve vazamento de dados sensíveis. Segundo o comunicado, não houve acesso a contas de clientes nem exposição de informações pessoais.

Pix suspenso por medida preventiva

Como precaução, o banco optou por suspender temporariamente as transações via Pix enquanto as investigações estão em andamento. A medida, segundo o BTG, visa garantir a integridade das operações e reforçar a segurança do sistema.

A instituição informou ainda que permanece disponível para atender clientes e esclarecer dúvidas por meio de seus canais oficiais.

Banco Central identificou irregularidades

O Banco Central do Brasil detectou indícios de irregularidade nas primeiras horas do incidente e emitiu alertas. Até o momento, não há sinais de que os sistemas da autoridade monetária tenham sido comprometidos.

Histórico recente de ataques

O caso se soma a outros episódios recentes envolvendo o sistema financeiro nacional. Em junho do ano passado, um ataque à empresa C&M Software resultou no desvio de mais de R$ 800 milhões.

Já em setembro, a Sinqia também foi alvo de invasão, com cerca de R$ 710 milhões desviados, embora grande parte do montante tenha sido posteriormente bloqueada.

Especialistas apontam que o aumento de ataques cibernéticos direcionados ao sistema financeiro tem exigido investimentos contínuos em tecnologia e monitoramento, especialmente em plataformas de pagamentos instantâneos como o Pix.

Da redação Mídia News

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