Protesto em Madri reúne milhares contra governo de Pedro Sánchez
Manifestantes pediram renúncia do premiê espanhol em ato marcado por críticas à corrupção e tensão com a polícia

Milhares de pessoas foram às ruas de Madri, neste sábado (23), para pedir a renúncia do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. A manifestação, chamada de “Marcha pela Dignidade”, reuniu opositores do governo socialista e teve apoio de lideranças do Partido Popular (PP), do Vox e de outros grupos de direita.
Durante o ato, manifestantes carregaram bandeiras da Espanha e faixas com críticas ao governo, incluindo frases contra a chamada “máfia socialista”. O protesto ocorreu em meio a um cenário de desgaste político para Sánchez, pressionado por investigações e denúncias envolvendo nomes ligados ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
Segundo a Reuters e o jornal El País, a Delegação do Governo estimou cerca de 40 mil participantes, enquanto organizadores falaram em aproximadamente 80 mil pessoas. Sites brasileiros alinhados à cobertura conservadora mencionaram mais de 200 mil manifestantes, número que não aparece nas estimativas oficiais divulgadas pela imprensa internacional.
O ato começou de forma pacífica, mas houve momentos de tensão nas proximidades do Palácio de La Moncloa, residência oficial do chefe de governo. De acordo com a imprensa espanhola e agências internacionais, três pessoas foram detidas e ao menos sete policiais ficaram feridos durante confrontos isolados.
A oposição acusa Sánchez de enfraquecer instituições, tolerar casos de corrupção e manter alianças políticas consideradas controversas. Já o governo espanhol nega irregularidades e sustenta que parte das acusações tem motivação política.
A manifestação amplia a pressão sobre o premiê, que enfrenta críticas tanto no Parlamento quanto nas ruas. Apesar dos pedidos de renúncia e de eleições antecipadas, Sánchez segue no cargo e tenta preservar sua base de apoio em um ambiente político cada vez mais polarizado.
Da redação Mídia News





