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Justiça da Colômbia proíbe candidato de direita de usar camisa da seleção em campanha presidencial

Decisão judicial determina que Abelardo de la Espriella deixe de utilizar o uniforme da seleção colombiana em atos eleitorais; candidato afirma que recorrerá e mantém discurso de enfrentamento à medida

A Justiça da Colômbia determinou que o candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella não poderá utilizar a camisa oficial da seleção colombiana em atividades relacionadas à sua campanha eleitoral. A decisão foi proferida pela juíza Aura Luz Forero, de Bogotá, e possui efeito imediato enquanto tramita a ação judicial que questiona o uso político do uniforme nacional.

Segundo a magistrada, a associação da camisa da seleção a uma candidatura específica compromete a neutralidade dos símbolos nacionais e pode gerar a identificação da equipe nacional de futebol com um projeto político determinado. A decisão também impede a exibição do uniforme em eventos de campanha, publicações em redes sociais, entrevistas, propagandas eleitorais e demais materiais de divulgação política.

A controvérsia ganhou força após o senador de esquerda Iván Cepeda questionar publicamente o uso da camisa da seleção por seu adversário. Cepeda argumentou que o uniforme representa todos os colombianos e não deveria ser apropriado por qualquer grupo político durante a disputa eleitoral.

De la Espriella, que liderou o primeiro turno das eleições presidenciais colombianas e disputará o segundo turno previsto para 21 de junho, transformou a camisa amarela da seleção em um dos principais símbolos de sua campanha. O candidato chegou a incentivar apoiadores a comparecerem às urnas utilizando o uniforme nacional, estratégia comparada por analistas ao uso da camisa da seleção brasileira por movimentos políticos de direita no Brasil.

Após a decisão, a equipe jurídica do candidato anunciou que irá recorrer da medida. Em nota, aliados de De la Espriella classificaram a determinação como uma tentativa de censura política e defenderam o direito dos cidadãos de utilizar símbolos nacionais como expressão de patriotismo. O candidato também sinalizou que continuará contestando judicialmente a proibição.

O episódio amplia a polarização da disputa presidencial colombiana e reacende o debate sobre os limites entre patriotismo, símbolos nacionais e propaganda eleitoral em democracias contemporâneas.

Da redação Mídia News

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