
A Polícia Civil de São Paulo descobriu um esquema sofisticado utilizado para ocultar celulares roubados e dificultar a localização dos aparelhos pelas autoridades e pelas vítimas. A estrutura foi encontrada durante a Operação Contrafeixe, realizada na zona norte da capital paulista, e chamou a atenção pela tecnologia empregada para impedir o rastreamento dos dispositivos.
Segundo as investigações, os criminosos adaptaram um imóvel para funcionar como um centro de receptação de celulares. O local possuía isolamento eletromagnético, semelhante ao conceito das chamadas “gaiolas de Faraday”, além de equipamentos bloqueadores de sinal. A combinação impedia que os aparelhos recebessem ou transmitissem sinais de telefonia, GPS, Wi-Fi e Bluetooth, tornando ineficazes os sistemas de localização usados por fabricantes e usuários.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os celulares roubados eram levados rapidamente ao imóvel logo após os crimes. No local, permaneciam incomunicáveis até serem revendidos no mercado clandestino ou desmontados para comercialização das peças.
A estratégia dificultava o trabalho policial porque muitos aparelhos deixavam de emitir sua última localização conhecida logo após chegarem ao esconderijo. Com isso, investigadores precisavam recorrer a outras técnicas de inteligência, cruzamento de dados e monitoramento dos suspeitos para identificar o esquema.
Durante a operação, agentes apreenderam diversos celulares com registro de roubo ou furto, além dos equipamentos usados para bloquear sinais. O material recolhido será submetido à perícia para identificar a origem dos aparelhos e possíveis conexões com outras quadrilhas especializadas nesse tipo de crime.
A descoberta reforça a crescente sofisticação das organizações criminosas envolvidas na receptação de eletrônicos. Especialistas alertam que a compra de celulares sem procedência, especialmente em plataformas informais e por preços muito abaixo do mercado, alimenta a cadeia criminosa responsável pelos roubos.
A investigação prossegue para identificar todos os integrantes do grupo e possíveis ramificações do esquema em outras regiões do estado.
Da redação Mídia News
