Patinetes e bicicletas passam a compartilhar ciclovias e ciclofaixas em Campo Grande
Regulamentação experimental da Agetran terá validade de 180 dias e busca ampliar a segurança viária diante do crescimento dos equipamentos de mobilidade elétrica na Capital

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Campo Grande (Agetran) publicou nesta quinta-feira (18), em edição extra do Diário Oficial (Diogrande), uma portaria que regulamenta, em caráter experimental, a circulação compartilhada de bicicletas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos nas ciclovias e ciclofaixas da cidade.
A medida terá validade inicial de 180 dias e foi criada para organizar o uso da infraestrutura cicloviária, promover maior segurança no trânsito e reunir informações técnicas que possam contribuir para futuras regulamentações voltadas à mobilidade urbana.
De acordo com a Agetran, a iniciativa acompanha o aumento da utilização de equipamentos elétricos individuais, como patinetes e similares, que vêm ganhando espaço como alternativa de deslocamento nos centros urbanos. A proposta é garantir uma convivência harmoniosa entre diferentes modais que utilizam os mesmos espaços destinados à mobilidade não motorizada.
A nova regulamentação autoriza a circulação compartilhada de bicicletas e equipamentos elétricos individuais nas ciclovias e ciclofaixas existentes em Campo Grande, desde que esses dispositivos atendam às exigências previstas na legislação federal. Entre os critérios estabelecidos estão potência máxima de até 1.000 watts e velocidade de fabricação limitada a 32 quilômetros por hora.
Durante o período de testes, os usuários deverão respeitar normas de convivência e adequar a velocidade às condições da via, à presença de pedestres e ao fluxo de ciclistas. A portaria também prevê a realização de campanhas educativas, monitoramento permanente da circulação e, quando necessário, implantação de sinalização específica para orientar os usuários.
A Agetran informou que serão observados indicadores como volume de utilização das ciclovias, padrões de deslocamento, registros de acidentes ou incidentes e possíveis conflitos entre bicicletas e equipamentos elétricos.
Ao final dos 180 dias, os dados coletados servirão de base para avaliação dos resultados e poderão orientar melhorias na infraestrutura cicloviária, além da elaboração de regras permanentes para o uso desses equipamentos em Campo Grande.
A expectativa é que a iniciativa contribua para o desenvolvimento de uma mobilidade urbana mais sustentável, segura e integrada, acompanhando as novas formas de deslocamento adotadas pela população.
Da redação Mídia News





